sexta-feira, 31 de março de 2017

MANUEL BARBEIRO(Manuel Alexandrino)O BARBEIRO QUE CONQUISTOU O CORAÇÃO DOS CLIENTES E AMIGOS DA BELA QUIXADÁ

Manuel Barbeiro(Manuel Alexandrino)-amava a profissão de barbeiro
Dona Dorinha, o netinho Paulo Henrique e Manuel
<>Daquele Quixadá já bem distante, lembramos cheios de saudade àquelas figuras carregadas de poesia e portadoras de uma beleza própria e   magia certamente esculpidas pelo criador. Os barbeiros fizeram(e ainda fazem) parte da vida de muita gente. As lembranças dos barbeiros que atuavam em Quixadá e já foram chamados por Deus para outras missões, apertam o nosso peito de uma imensa saudade e nos trazem de volta aqueles velhos tempos carregados de lindas imagens como daqueles salões ocupados por trabalhadores com aquela bata branca, manejando com arte, tesouras, navalhas e sempre cheios de bondade e de um papo celestial. Desses profissionais que não saem de nossa memória podemos destacar a figura de Manuel Alexandrino Guedes, popularmente conhecido como Manuel Barbeiro. Ainda sentimos a ardência daquelas laminadas para cima e para baixo pelas mãos deste trabalhador e figura muito benquista na terra dos monólitos. Quando saíamos da barbearia de sua barbearia, éramos acariciados pelo vento e sentíamos a sensação de um bem estar indescritível. Ainda nos dias de hoje, corre uma lenda de que os clientes de  Manuel Barbeiro ao saírem de seu salão eram vistos como os mais bonitos da cidade. O certo é que era respeitado como um grande profissional. Era filho de Antonio Alexandrino Sobrinho e Elisabete Guedes da Silva e veio ao mundo em 27.10.1937 na comunidade de Riacho do Meio, próximo a localidade de Umarizeira, no caminho do município do Choró. Trabalhou na agricultura ao lado dos irmãos vivenciando aqueles anos de seca que sempre castigou o sertão cearense.  Conheceu sua esposa lá mesmo no Riacho do Meio, contraindo núpcias com a jovem Maria das Dores Costa Ribeiro em 6.11.1957. O casal veio morar em Quixadá fugindo daquela terrível seca de 1958, precisamente no bairro do São João, onde nasceu sua primeira filha, Maria do Socorro. O primeiro local de trabalho, como barbeiro, foi no salão Abrãao Baquit, onde trabalhou durante anos conquistando uma clientela fiel. O segundo filho do estimado casal  ,Flávio Guedes,  já nasceu em outra residência, agora na rua Rui Barbosa, entre o cemitério e a cadeia pública. O terceiro filho nasceu sob às bênçãos dos grandes poetas do mundo e trouxe mais alegrias aos familiares. Hudo, ainda na aurora da vida mostrava sua veia poética encantando familiares, professores e amigos. Manuel Barbeiro mesmo tendo sido criado no sertão, logo percebeu a necessidade de mandar os filhos para a escola e acertou em cheio, pois todos se tornaram grandes profissionais nas suas respectivas áreas. Outro ponto a destacar foi a constante  busca pelo estar de sua família, razão maior da sua existência. De sua bela biografia consta o fato de ter procurado aprimorar seus conhecimentos, frequentando a escola no período da noite, juntamente com a sua amada Dorinha, quando fizeram até a quarta série primária do Ginásio Waldemar Alcântara através do "MOBRAL". Outra atividade que chegou a desempenhar foi o de músico por sugestão do professor Benício, então maestro da banda de música de Quixadá. O pai e os irmãos José, Luis e Raimundo, não se sabe ao certo, também direcionaram para a mesma profissão ocorrendo então, a união dos irmãos que em sociedade, fundaram o "Salão Alexandrino", primeiramente localizado na rua Epitácio Pessoa, depois com mudança para a rua Irmãos Queiroz, em frente ao cartório do Senhor Lafayete. Aos poucos, os irmãos foram se afastando da sociedade, permanecendo apenas o Manuel que buscou outros barbeiros para trabalharem no estabelecimento, juntando-se então aos profissionais e queridos amigos Ernandes, Raimundo e Nenzinho.  Nas décadas de 80 e 90(século passado) o local tornou-se um local de encontro de muitos filhos da terra dos monólitos que ali compareciam para conversar e debater os assuntos daquele momento. Com o passar dos anos Manuel foi convidado a ingressar na Maçonaria que lhe deu muitas alegrias e força para enfrentar algumas adversidades comuns à todos nós. Segundo nos relata o poeta Hudo, seu pai se sentia muito orgulhoso em pertencer a essa Sociedade. A Maçonaria o tornou um homem mais voltado para a solidariedade e mais amor para com as pessoas e tal é verdade que adotou seu quarto filho, Jaderson, o mais querido segundo dizia para familiares e amigos. Durante a sua vida profissional seus clientes tornaram-se grandes amigos, como por exemplo, Eurípedes Pinheiro, Stélio Holanda, Olavo Capistrano,  Dr. Durval Andrade, Helder Cortês, Lafayete, Albuquerque, Gilberto Falcão, Amadeu do velho mercado, Luquinha, Nilo Lopes, professor Will Holanda,dentre muitos outros. Os problemas de saúde surgiram após o ano de 2000, especialmente os de natureza coronarianas, sendo necessárias  colocações de pontes de safena. S Dorinha,o seu anjo da guarda, também apresentou problemas de saúde com o surgimento de um câncer que o abalou bastante. Já sem condições físicas de comparecer ao local de trabalho necessitou deixar o "Salão Alexandrino", sua segunda casa como afirmou diversas vezes. Como amava a profissão levou as ferramentas de trabalho para casa, onde atendeu durante algum tempo. Manuel Barbeiro foi chamado por Deus  em 16 de maio de 2012 deixando saudades aos familiares e amigos. Todas às vezes que passamos por uma barbearia, vemos uma navalha, uma velha tesoura, uma cadeira daquelas próprias deste espaço, lembramos da figura inesquecível de Manuel Barbeiro. Porque sempre levou à sério sua profissão e por ter tratado familiares, clientes e amigos com respeito e amizade,  continua  vivo na lembrança  dos filhos da terra dos monólitos.
O poeta Hudo, Manuel, Sitonho(Avô de Hudo) e Paulo Henirque

No local de trabalho com seus colegas  barbeiros

domingo, 19 de março de 2017

HÁ UM ANO QUIXADÁ PERDIA UM DOS SEUS ASTROS MAIS QUERIDOS--ADAILTON QUIXADÁ

<>Há exatamente um ano, 21 de março de 2016, tanto à  família como os filhos da terra dos monólitos se uniram à consternação pela grande dor que causou a partida de Adailton Quixadá, sem dúvida, um astro que conquistou um imenso público em virtude do seu talento que o tornou um dos intérpretes mais populares do interior cearense. A cidade rendeu ao seu filho artista um culto póstumo que ele, com certeza, foi merecedor. Afinal, ele alegrou com a sua voz maravilhosa várias gerações.  Mulheres, homens, velhos e crianças lamentaram a partida daquele que ficou conhecido como o Roberto Carlos quixadaense.  Além de detentor de um talento inquestionável era uma pessoa bastante querida, pois à todos tratava com muito carinho. No último adeus ao querido ídolo, grande número de pessoas, muitas chorando, conduziam flores, coroas, faixas. Seus colegas músicos lhe renderam muitas homenagens com canções e música instrumental. Seus amigos e aqueles que acompanhavam suas apresentações, cantavam e choravam ao mesmo tempo. A cidade se despediu dele com muitas lágrimas e alguns não queriam nem acreditar. As rádios locais e jornais deram grande destaque a sua morte e a notícia repercutiu em outras regiões do estado Ele começou a cantar(e encantar) ainda garoto se apresentando nos programas de calouros que aconteciam nos clubes da cidade e sempre obtendo nota máxima. Foi o apresentador José Maria Libório que o convidou a se apresentar no programa que comandava no Comercial Clube. Em pouco tempo, conquistou um público fiel que o acompanhava em todas as apresentações e passou a ter sua carreira administrada pelo agitador cultural Zé Pereira. Realizou apresentações nos principais programas da televisão cearense, como por exemplo, "Show do Mercantil"; "Porque Hoje é Sábado"; "Programa Irapuan Lima", dentre outros. Integrou o famoso grupo musical "Os monólitos" e ainda, Black Banda, Vôo Livre e Banda Azul. Participou da gravação do compacto de "Os Monólitos" sendo autor da conhecida canção "Segue o Teu Caminho" que foi elogiada pelo músico Dudu Viana e consagrada pelo público. Em meados dos anos 90 formou com os amigos Zé Raimundo e Mavi o "Trio EMOSOM" que logo caiu no gosto do povo. Os pais Antônio Gomes Saldanha e Maria Valdelice como também os irmãos Ademar, Adenilson, Aldízia, Arnaldo, Afonso e Aurilene logo perceberam naquela criança o gosto pelo canto. Faz exatamente um ano que ele se foi, mas continuará sempre conosco. Viverá eternamente no coração dos filhos desta bela cidade a quem deleitou com sua voz que transmitia paz e emoções. Adailton Quixadá veio ao mundo com o objetivo de fazer as pessoas bem felizes, tarefa que lhe foi confiada por Deus que dele precisou para outras missões.  Amigo Adailton, todos sentimos muitas saudades do artista e amigo que tu fostes, mas Deus sempre sabe o que faz. Não te esqueceremos nunca, querido amigo! Fique sempre em paz infinita!



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

PROFESSOR HILL-A SIMPLICIDADE EM PRIMEIRO LUGAR - - -

Hill na presidência do Quixadá FC. O segundo da esquerda para a direita(1976)
    <>Ele tinha tudo para demonstrar ostentação! Num mundo em que a maioria das pessoas querem ser ricas, famosas e até bonitas, ele fez opção pela simplicidade, pelo convívio com as
Hill-a simplicidade em primeiro lugar
pessoas mais humildes! De família tradicional, de intelectuais, artistas, jornalistas, escritores, Hill foi buscar na gente do povo, a sua razão maior de viver. Figura popular e estimada na terra dos monólitos, pois exercera diversas atividades como professor de Educação Física e História, diretor do Colégio Estadual. Também pertenceu aos quadros do Balneário Cedro Clube e durante algum tempo, dirigiu o time profissional do Quixadá Futebol Clube, quando este então realizou uma de suas melhores campanhas no campeonato Cearense. Mas poucos quixadaenses sabem, que nos meados dos anos 50, Hill foi apresentador de programas na "Tv Tupy". Foi nesta emissora de televisão que aconteceu um fato que mostrou o jeito Hill de ser: o famoso astro Grande Otelo adentrou os "stúdios" e pediu uma informação ao nosso conterrâneo que respondeu na hora" Tá me achando com cara de porteiro?" Daí em diante, nasceu uma grande amizade entre eles. Fez parte de consagradas equipes do rádio, como por exemplo, a Ceará Rádio Clube. Foi o responsável direto pelo lançamento no rádio esportivo daquele que viria a ser o maior comentarista que o Ceará já conheceu, Paulino Rocha. Também foi compositor de muitos talentos, poeta e chegou a gravar até alguns discos. Não fora seu incontrolável amor por Quixadá, teria se consagrado no mundo das artes.
                                      Francisco Maurício de Góes Holanda, nasceu no dia 22 de março de 1935, filho do querido casal Senhor Maurício Holanda e Irmã Heloísa, foi casado com Olga Ribeiro, com quem teve cinco filhos: Rose Eloise, Rose Anne, Rose Lídice, Marcos Maurício e Március. Sempre foi dedicado a família, e todo dia, num jeep(que era a sua cara), vinha deixar e pegar os meninos na escola. Até a hora de voltar para casa, se dedicava ao trabalho no Colégio Estadual e nos momentos de folga, se davam os eternos e folclóricos encontros com os amigos, dentre eles, Everton lopes, , Zé Bandeira, Amadeu do  mercado velho, Besouro, João Paraibano, Bandeirinha, Eugênio Oliveira e muitos outros. As prosas que aconteciam no comércio do Senhor Nilo Lopes alegrou, a partir de 1970, muitos quixadaenses. Alguns se dirigiam aquele comércio para ouvir as intervenções sempre inteligentes do professor que dominava os mais diversos assuntos. Uma de suas marcas era ter sempre pronta uma reposta para aqueles que queriam incomodar. Tal franqueza podia parecer ser o Hill uma pessoa grosseira. Ao ter um contato mais íntimo com nosso amigo, logo se percebia ser um homem de um coração enorme. Jamais deixou de socorrer aqueles que o procuravam para pedir algum favor.
                               
Dr.Ailson e Hill-grandes amigos

Hill(o ultimo à esquerda) com colegas do Colégio Estadual
Completamente apaixonado pela terra dos monólitos, publicou no começo dos anos 80 um trabalho intitulado: "Resumo Histórico e Geográfico de Quixadá" que, ainda nos dias de hoje, é utilizado para pesquisas. Também participava da vida política, sempre discutindo os grandes problemas que afligiam a linda cidade. Mas o que marcou de forma irreversível o nome do Hill na lembrança dos quixadaenses foi, além de sua conhecida inteligência, o seu apego a uma vida simples, o convívio diário com as pessoas, sem discriminação. Pode-se dizer com muita tranquilidade que ele viveu num mundo material mas sem ser afetado por ele. Por isso, jamais será esquecido!!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SEU SETE-SEMPRE EM NOSSO CORAÇÃO

Seu Sete- Quixadaense querido

SEU SETE-SEMPRE EM NOSSO CORAÇÃO<>Já escutei muitas vezes alguém falar que nascer de 7 meses é sempre bem melhor para o desenvolvimento do bebê. Não sei, não entendo absolutamente nada de fatores gestacionais. Vamos deixar isso com os doutores. O que sei e que meus amigos também o sabem é que um quixadaense por nome de José Maria Rodrigues é um ser humano simplesmente maravilhoso e a que todos conquistou pela figura amável, correta no trabalho e amizade que a todos sempre dedicou. Ele é conhecido por todos como "Seu Sete". Trabalhou 51 anos e 6 meses na "Baquit Comércio e Indústria S.A", antiga "Gradvol". Que saudades temos daquele simpático senhor abrindo aquele portão enorme da empresa para a entrada e saída de veículos. Se dedicava a muitas outras tarefas sempre as executando com correção. Ainda alcançou o tempo da "Gradvol" e trabalhou com companheiros e amigos como, por exemplo, Geraldo Macena, João Galdino, Manoel da Loca e outros. Por último, exerceu sua atividade ao lado de Tiquinho, Sales, Haley, Jonas, Murilo, Jacinto, Pedro, ítalo, dentre outros. Seu Sete sempre lembrou da atenção que lhe dedicava o senhor Aziz Baquit, um amigo de todas as horas, como sempre falava. Muito ligado ao futebol, na doce juventude jogou em alguns clubes locais e dizia ser fã de Mané Garrincha. No portão da fábrica, ouvia as canções de Teixeirinha, o seu cantor preferido. Soube através de familiares que o queridíssimo amigo foi acometido da doença de Alzheimer e tal informação nos deixou bem tristes. Conversando com um médico conhecido, ele nos informou que os pacientes acometidos desta doença necessitam bastante do carinho dos familiares e amigos. Perdas de referências de tempo e espaço é um dos problemas característicos do "Alzheiner" e nosso amigo não mais conhece todas as pessoas. Um dos poucos que Seu Sete reconhece é o Tiquinho que o visita sempre levando o apoio necessário. Sabemos que não há cura para este mal, mas podemos melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Jesus trazia no coração as pessoas que amava! E nós quando iremos compreender que todos somos irmãos? Se nós realmente formos ligados no que Cristo falou de que a todos devemos amar, então, vamos visitar nosso estimadíssimo "Sete". Ele está sempre no coração de todos nós. Somos ou não uma família de irmãos?
Sete no futebol-é o segundo da esquerda para à direita(agachados)


chaminé da velha fábrica(demolido)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ZÉ PEREIRA-SÍMBOLO DO CARNAVAL DE QUIXADÁ



Zé Pereira-símbolo do carnaval quixadaense

Pereira e seu bloco "Foliões da Bossa Nova"- Cortesia da
Associação dos Filhos e Amigos de Quixadá
<>Com saudades dos velhos e inesquecíveis carnavais que aconteceram na terra dos monólitos resolvi dar uma olhada nos meus arquivos fotográficos e me deparei com algumas imagens que retirei dos arquivos da "Associação dos Filhos e Amigos de Quixadá", instituição que é sediada em Fortaleza e que congrega filhos da bela cidade e aqueles que são apaixonados pela terra de Rachel de Queiroz. Eram imagens que apresentavam o ícone de nosso carnaval, o Zé Pereira, em sua doce juventude brincando no inesquecível bloco "Os Foliões da Bossa Nova" que durante algum tempo alegrava a nossa folia. Vendo aquelas fotos chegamos a conclusão de que Pereira  é, sem sombra de dúvida, um símbolo do carnaval quixadaense. Esta festa popular tem que ter confetes, serpentina, pierrot, colombina, palhaços, marchinhas e Zé Pereira. Este ícone de nosso reinado de momo está presente nas lembranças daqueles que viveram os inesquecíveis carnavais de velhos tempos ou naqueles que se dedicam a pesquisar o Quixadá antigo. Uma conversa com ele  nos leva a viajar ao passado   e assim temos de volta aquele clima dos antigos carnavais e parece até que vemos na nossa frente a explosão de alegria dos brincantes dos "Foliões da Bossa Nova" sob a batuta do maestro Pereira. Belos dias dos anos 60, 70(século passado) numa cidade em que as pessoas pareciam obrigadas a ser sempre felizes. Este bloco era a felicidade dos quixadaenses. Durante o dia, o bloco desfilava pelas ruas   levando muito divertimento  à todas gerações. Quem estava trabalhando no comércio ia para a rua assistir a apresentação do bloco e o mesmo acontecia com os alunos que saiam das salas de aula para ver o "olé" que o Pereira dava com seus passes de um grande bailarino e com aquela cara de palhaço que ganhava os aplausos de crianças e velhos. Na verdade, muitas famílias ficavam sentadas à beira das calmas ruas de nossa cidade para ver Pereira e seus foliões passarem conduzindo amor e alegria. A passagem dos "Foliões da Bossa Nova era aguardada ansiosamente pelas pessoas. Naqueles belos dias parecia que tudo era muito bonito na divina e graciosa cidade.  Não prevalecia outro interesse que não fosse a alegria.  No período da noite, o bloco realizava uma apresentação na praça José de Barros e em seguida comparecia aos clubes para levar aquela animação aos bailes. Alguns dos componentes se apresentavam com óculos escuros, chocalhos, pandeiros, calças de chitão, meiões de jogador, camisas, mangas compridas em cores vivas, fitas multicoloridas nas calças fazendo com que, por algum tempo, o carnaval acontecesse no paraíso. Ele lembra que havia alguma rivalidade entre os blocos, especialmente com o "Descendo o Morro" comandado pelo amigo Chiquinho. Mas, passada a brincadeira, todos conviviam com muito respeito e amizade. Faz questão de ressaltar que havia ajuda do poder público e sempre teve o apoio do prefeito José Okka Baquit que também assistia aos desfiles. Lembra, porém, que a grana era curta e tirava do próprio bolso para que nada atrapalhasse o desfile. Ainda criança, Zé Pereira chamava a atenção dos pais Chico Pereira e Antônia Luciana, pois ficava batendo em latas durante boa parte do dia. Muitas vezes, fugia da aula da professora Nana para ver o carnaval feito por gente grande. Nas festividades do Grupo Escolar José Jucá era sempre convidado pelos professores para animar os eventos festivos. No rádio "Semp", ouvia as principais musicas do carnaval daqueles anos. Rapazinho ainda, precisou trabalhar para ajudar no sustento da casa e no ano de 1957 começou a fazer parte dos quadros das "Casas pernambucanas". Lembra que sempre teve o apoio do gerente Carlos César que o liberava para os ensaios do bloco que comandava com tanta dedicação. É bom lembrar que também gritava as quadrilhas nas festa juninas e rezava as novenas dos padroeiros Jesus, Maria e José. Hoje, com noventa e poucos anos, Pereira tem plena consciência de que o bloco "Foliões da Bossa Nova" e aquele alegre carnaval é apenas uma gostosa saudade. Chora, bem baixinho, ao lembrar dos colegas do bloco que nos dias de hoje, brincam lá no céu e daquela cidade calma e sempre alegre. Na última visita que lhe fizemos lembrou que nos últimos anos, ia para a cama mais cedo e respeitando este seu novo momento, nos despedimos ao som de "Aurora", marchinha carnavalesca de sua preferencia. Com certeza, nos sonhos do guerreiro estarão presentes muitas fantasias de palhaços, pernas de pau, piratas, colombinas, confetes, serpentinas e o seu amado bloco "Foliões da Bossa Nova". Aplausos para Zé Pereira! Ele é um símbolo do carnaval quixadaense! 
Pereira-Ícone de nosso carnaval

Pereira-alegria sempre presente
Carnaval hoje é só saudade para ele

domingo, 5 de fevereiro de 2017

MAESTRO ZÉ RAIMUNDO- FUNDADOR DA FAMOSA BANDA "OS DRAGÕES" CONTINUA FIRME NA ARTE MUSICAL




Os Dragões(anos 70): Raimundo Chinês, Tim Carlos, Nonato, Zé Raimundo, Zé Antônio, Tito ferreira, Marcelo Amário, Didi e Tony
Zé Raimundo acompanhou o pai nas festas sertanejas
 <>Na década de 60(século passado), a música brasileira foi sacudida por uma onda musical que mudaria o jeito de ser da juventude brasileira. A Jovem Guarda não foi apenas um gênero musical, mas criou moda, incorporou neologismos ao vocabulário e atraiu a atenção da mídia e até das autoridades. Outros ritmos musicais foram perdendo espaço para a música de Elvis Presley, Beatles e Rolling Stones. O movimento musical dos jovens tornou-se muito popular graças ao programa homônimo que era transmitido pela TV Record e tomou conta do Brasil. E não foi diferente na terra dos monólitos apesar do pequeno número de televisores presentes nos lares naqueles anos. O rádio ajudava a construir os ídolos da juventude e nomes como Roberto Carlos, Jerry Adriane, Renato e Seus Blue Caps, Wanderley Cardoso, Wanderlea, Fevers e muitos outros já eram conhecidos e idolatrados pelos jovens quixadaenses. As revistas com matérias sobre os ídolos logo se esgotavam na tipografia do José da Páscoa, na banca do Luciano no mercado ou em outros locais de venda. Os pedidos musicais eram feitos no programa "Cartões Postais" da Rádio Vale do Jaguaribe ou então, nas radiadoras dos parques de diversões ou mesmo no Serviço de Alto Falantes do Mestre Adolfo Lopes, Zé dos Santos ou Paroara. Nas ruas, nos intervalos das aulas do Colégio Estadual, do "Colégio do Padre", os adolescentes  falavam da namoradinha de um amigo meu, do olhar de lado com a cara de malvado, da garota papo firme e aqueles de mais idade, eram vistos como "quadrados ou ultrapassados". Era uma juventude ingênua, mas feliz e sadia. Como naqueles anos não existia ainda lojas de venda de discos, as famílias pediam ao bondoso "Zezinho da Agência" para que pedisse a algum passageiro conhecido  que comprasse nas "Lojas Vox", em Fortaleza, por exemplo, o disco "Jovem Guarda-Roberto Carlos". Enquanto os "baixinhos" quixadaenses brincavam nas praças  de roda, pega-pega, passa anel, bolinhas de gude, os adolescentes  dançavam coladinhos ao som de uma pequena radiola "Philips" comprada na "Zélia Modas". Os rapazes adquiriam brilhantina nas mercearias do Zé Metero e Pedrosa, pois queriam um cabelo igual ao do Elvis Presley e os brotinhos começavam a abusar de calça compridas e a usar o laquê nos penteados que pudessem lembrar a figura de Wanderléa,  símbolo de beleza feminina da época. Para desespero do Padre Luis, algumas meninas faziam uso da mini-saia, deixando pernas, à mostra. Os barbeiros Osório, Sebastião e outros reclamavam que os rapazes não queriam mais cortar o cabelo.  Então, Quixadá abraçou para valer esta onda da juventude. E neste cenário, foram surgindo os grupos musicais que ,executando músicas jovens, enchiam os salões dos clubes locais de alegrias, de muitas emoções. Coube ao jovem José dos Santos Alves(o popular Zé Raimundo) a fundação de um dos mais talentosos grupos musicais de Quixadá que foi batizado de "Os Dragões" e em pouco tempo, virou atração nas tertúlias do Comercial, Balneário, "AABB" e clubes de todo o interior cearense e com apresentações  na capital e até em outros estados, como aconteceu seguidas vezes no Maranhão, onde o grupo tinha público cativo. Os Dragões fizeram várias apresentações na TV Ceará, em especial no programa "Show do Mercantil" apresentado por Augusto Borges.  O grupo acompanhava calouros em programas que aconteciam nos clubes locais e com mais frequencia no Comercial nos programas comandados pelo Chacrinha quixadaense, o  carismático José Maria Libório. A fama do grupo se espalhou por todo o interior cearense e era bastante popular em Santa Quitéria, onde realizou diversas apresentações. O gerente da Brahma naquela cidade, Eduardo Tavares(Irmão do professor Wal), naqueles anos, sempre convidava o grupo para se apresentar no progressista município.  Todo aquele espírito musical e impulso dançante estavam presentes nas guitarras, contrabaixos e teclados magistralmente executado pelo jovem Zé Raimundo e por todo o grupo, naquele tempo uma cópia fiel da banda Renato e Seus Blue Caps. Músicos de reconhecidos talentos, alguns ainda em atividade nos dias de hoje, fizeram parte de "Os Dragões" como José Cera(baterista), José Enilton(guitarra), José Antônio(voz e guitarra), Tim Carlos(voz e contrabaixo), Gola(baixista), Holanda e Chinês(metais) e as doces vozes de Marcelo Oliveira, Tito Ferreira, Marcélio Amaro e Marcelo Oliveira, dentre outros componentes que foram se incorporando ao grupo. O líder da banda recebeu do pai José Raimundo Alves os ensinamentos do toque de sanfona e em pouco tempo, se tornou instrumentista destacado nos sertões quixadaenses sendo requisitado para bailes sertanejos durante grande parte da juventude. A mãe, a bondosa senhora Maria de Lurdes queria ver o filho estudando para ser doutor. Sempre interessado em evoluir como sanfoneiro, Zé Raimundo ouvia discos de Abdias, Pedro Sertanejo, Noca, Pedro Raimundo e de muitos outros. Certo dia, ali por meados dos anos 60, ouviu pelo rádio um som quase celestial do tecladista Lafayette executando os principais êxitos do novo movimento musical jovem ficando encantado e se dedicando à partir de então, a estudar o novo instrumento. Com muito esforço, adquiriu um teclado e se ocupou no conhecimento deste e sempre recorrendo aos músicos mais experientes. Outras referências de Zé Raimundo foram Cleudir dos "Fevers" , Mauro Motta( dos Blue Caps) e Manito de "Os Incríveis". Faz questão de ressaltar a grande amizade e parceria musical com o mestre Dudu Viana que lhe repassou muitas lições. Mas jamais esqueceu as dicas de seu querido pai e de Chico Maneiro, Raimundo Inácio e outros bambas do acordeon. Por muitos anos, Os Dragões foram a alegria dos jovens da bela cidade, mas como tudo na vida, um dia o grupo acabou. Zé Raimundo, no entanto, nunca parou e sempre recebeu convites para integrar outras bandas. Viveu a embriaguez do sucesso ao formar o famoso trio "EMOSON"ao lado dos consagrados astros locais Mavi e Adailton Quixadá. O sucesso do trio não se limitou a terra dos monólitos e tornou-se presença obrigatória em várias cidades cearenses. Em contínua atuação como  instrumentista, sua presença é certeza de música com qualidade. Os mais jovens o procuram para receberem lições sobre o difícil e competitivo mundo da artes. Fora do circuito musical, Zé Raimundo é um cidadão bastante respeitado e querido na cidade pela seriedade com que desempenha seu trabalho e pelo tratamento sempre respeitoso que dedica a todos. No ano de 1968, o músico casou-se com a bela jovem Maria Neide Alves com as bênçãos do Padre Dourado que era um grande amigo da família e desta feliz união, nasceram os queridos filhos Maria de Lurdes, Neyara e Mariane A estimada Neide é uma exemplar mãe de família e uma esposa que sempre atua em benefício do bem-estar da família. Sempre apoiou(e apóia) o artista em todas os momentos de sua vida como músico. Segundo alguns músicos, o talento de Zé Raimundo é inegável e ele é possuidor de  uma técnica apurada tecida no manejo do acordeon, instrumento que lhe proporcionou um grande aprendizado. Muitos de seus colegas de trabalho já deram adeus ao trabalho na área musical, mas para este nosso amigo, parar de tocar seria um grande castigo. "Amo a arte musical, nada me dá mais alegria! Enquanto as pessoas quiserem me ver tocando, lá estarei!" Queremos sim, Zé Raimundo! Seremos sempre seus admiradores, grande amigo!

Zé Raimundo e Gilmário-dois astros da música quixadaense

Músico participou de muitos grupos musicais

Zé Raimundo sempre procurou se atualizar no novo contexto musical
Imagem do dia do casamento(1968)-Pe. Dourado, Zé Raimundo, Neide, Aziz Baquit, Paula, Iraildes e Aloísio

O músico e sua querida Neide


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

<>MANUEL HOLANDA- UM ANJO DA NOITE(guarda noturno) QUE NOS PROTEGIA!

Manuel Holanda-sempre trabalhou na praça José de Barros
Estar sempre ao lado da família é sua alegria maior
<>Acreditamos que a nossa história se enriquece com o registro do cotidiano de alguns profissionais que nem sempre estão presentes em livros, jornais ou outras publicações. Eles, sem nenhuma dúvida, fazem parte da memória de uma cidade e suas atuações merecem registros e se faz necessário documentar o tempo e o espaço por eles ocupados.  Através de suas narrativas conheceremos outras facetas da cidade em que vivemos. Naquele Quixadá ingênuo, a figura do guarda-noturno enfeitava as nossas praças e parece que ainda ouvimos o apito que nos dava a certeza de que podíamos dormir e sonhar com coisas bonitas da vida. E ele será que também sonhava ou apenas se preocupava com nosso bem estar? Com a ajuda de amigos(minha memória não está muito legal por causa da labirintite) fisguei alguns nomes destes simpáticos trabalhadores que hoje estão aposentados e alguns já faleceram. Nas nossas principais praças, ali pelos anos 60, 70, 80, encontrávamos o Manoel Holanda, Kim, Paulo Cotó, Luis Elói, João Pedro, Fausto, Carlinhos, Mundô, Leão, Marcola, Zé Mauro, Gildo, João Guarda, dentre muitos outros. Como não seria possível saber um pouco da atuação de cada um, visitamos o Senhor Manuel Holanda Cavalcante que nos recebeu ,amavelmente, em sua residência na rua Juvêncio Alves. Hoje, aos 85 anos de idade, é possuidor de uma memória incrível e me fez logo um desafio: "Pode perguntar, meu cérebro tá uma beleza!" Foi logo informando que só trabalhou na praça José de Barros e durante 25 anos, só faltando nos dias em que se encontrava doente. Começou no ano de 1964, no governo de José Okka Baquit e exerceu sua atividade ainda nas administrações de José Linhares da Páscoa(o mais atencioso com os funcionários, segundo ele), José Everardo Silveira(o médico de todas as famílias dos funcionários), Azziz Okka Baquit(o amigo das horas incertas, ressalta) e Renato de Araújo Caneiro.  Faz questão de lembrar e nos contou ,com emoção,  que seus filhos adoeceram e não tinha condições de lhes dar um atendimento médico adequado e foi falar com José Baquit que ,prontamente, custeou o tratamento dos meninos. Naqueles primeiros anos da década de 60(século passado), os quixadaenses só contavam  com a energia elétrica até a meia noite, fornecida por um grupo gerador com a potência de 450 KVA, adquirido no governo de Zé Baquit  que autorizou o então secretário de energia, Dr. João Forte da Mota a adquirir o equipamento em Campina Grande que dispunha de vários geradores à venda. Por alguns anos, Manuel desempenhou seu trabalho em completa escuridão tendo apenas a lhe orientar uma lanterna. Lembra que ,algumas vezes, o motor funcionava até mais tarde por motivo da doença de um quixadaense ilustre. Sua companhia ,naquelas noites negras  eram as estrelas, funcionárias celestiais e a lua que guardava as poucas horas de sono daquele bom trabalhador. Naqueles anos, imperava o sossego e jamais alguém o agrediu  nem fisicamente e nem com palavras. Quase todas as pessoas que passavam na praça o conheciam e o tinham como um anjo noturno que lhes protegia durante toda à noite. Gosta de lembrar das festas de fim de ano, os natais na praça, as novenas de maio, os carnavais quando a alegria tomava conta de todos. Para aquelas pessoas que passavam pela praça, a maldade parecia não existir pois nunca presenciou atos de violência. Sem nunca ter cursado uma universidade, muitas vezes fez uso da psicanálise, pois consolava as angústias de muita gente que frequentava aquela praça. Outras vezes, se passava como conselheiro amoroso buscando saídas para os casais de namorados que estavam brigados. Os meninos o tinham como uma espécie de titio muito querido. Manoel lembra ,com ternura, dos seus amiguinhos, todos ainda nos verdes anos como filhos de João Pires, Elias Roque e de todos os outros, hoje, homens na idade adulta e exercendo diversas profissões. Apesar do olhar vigilante no que acontecia na praça, era possível uma conversa agradável com Luquinha, o seu filho Alexandre Magno, Amadeu do velho mercado(meu pai), senhor Oswaldo que passava bem cedinho para abrir a Casa Vitória. Jamais esqueceu da amizade com os carreteiros Possidônio, Bôboco, Chico Damião e outros que ao amanhecer do dia começavam a trabalhar. No começo da noite, a praça era invadida por muitas famílias, em especial os mais jovens que ali compareciam para ouvir canções de amor na radiadora do Mestre Adolfo. Pouca se fala mas, quanta gente, namorou e até chegou à casar ouvindo aquelas singelas mensagens musicais na voz celestial de Luisa Adolfo. Com uma boa gargalhada lembra das prosas com o filósofo popular Laranjeiras que certa vez reclamou e lhe exigiu que plantasse tomate, pimentão, alface e outros tipos de verdura ali na praça o que evitaria as família comprarem esses produtos.  Relata que uma das alegrias das crianças naqueles velhos tempos era o carrinho de pipoca de juvenal(pai do Milton da banca). Ele fazia a alegria da gurizada. Além de ser o guardião da praça José de Barros, fazia ronda em algumas casas comerciais como, por exemplo, "Casas Pernambucanas"; "Loja do Elias", "Casa Vitória"; "O Boiadeiro"; "Cícero Bertoldo", "Panificadora João Pires", dentre outras. Muitas vezes, era encarregado de acordar pessoas que precisavam viajar à Fortaleza com o objetivo de resolver algum problema. Como exemplo, lembra que durante muitos anos, acordava o comerciante Geraldo Bertoldo e o padre José Bezerra que veio a se tornar um de seus melhores amigos.  O dinheirinho extra ajudava no sustento dos doze filhos, meus diamantes como os chama ainda nos dias de hoje. Manuel é natural de Senador Pompeu e veio para Quixadá ainda muito jovem, logo conquistando grandes amizades, pois além de realizar tarefas com honestidade, tratava a todos com muito respeito. Aprendeu muitas lições com os pais Abdoral Holanda e Ana Maria da Conceição que lhe pediram ter sempre Deus no coração e tratar todas as pessoas com muito carinho.  Casou-se com Maria José de Sousa no ano de 1982 e sempre se refere a sua falecida esposa com muita dor e saudade. "Ela foi minha rainha, um anjo bom que Deus colocou em minha vida!" Nunca esquecerei de sua alegria quando comprei nossa casinha com o dinheiro recebido ao final de longos anos de trabalho, lembra. Como toda gente, nosso amigo também teve seus momentos de dor. Recorda e suas lágrimas limpam seus olhos ao lembrar do seu companheiro dos dias e da noite, o inseparável cachorro Bambalão que foi morto à bala por uma pessoa com coração de pedra. Bambalão foi meu amigo sincero, leal e nunca esquecerei dele. Mas Manuel também teve(e tem) muitos motivos para sorrir como o nascimento dos filhos e netos que se constituíram na sua grande alegria. Não temos a pretensão de resgatar a memória do cotidiano quixadaense, mas apenas revelar um pouco da grandeza e beleza do trabalho desses honestos trabalhadores que, com certeza, escreveram bonitas páginas de nossa história. Quanto à mim, parece que ainda estou vendo o Manuel de capote preto, quepe, o porrete em uma das mãos, um apito na boca e sempre ao seu lado, o fiel   Bambalão.  Lembrar desta figura cheia de poesia é também ter de volta aquele Quixadá cheio de paz, alegria e amizade entre as pessoas. Ficaria muito feliz se você que é brechador de minha coluna, após ler um pouco da trajetória de Manoel Holanda lhe fizesse uma visita. Ele sorrirá como uma criança! Cecília Meireles estava certa ao chamá-los de "Os anjos da noite".


Para Manuel, os netos são os novos filhos

Parabéns para ele-Vemos na foto a sua querida Maria José

O pai Abdoral Holanda lhe ensinou muitas lições

Manoel gosta de receber visita dos amigos