domingo, 21 de maio de 2017

ANTONIO AILSON DA SILVEIRA MEDEIROS- O CHEFE CARINHOSO E AMOROSO COM OS COLEGAS DE TRABALHO PREPARA LIVRO SOBRE A HISTÓRIA POLÍTICA E ADMINISTRATIVA DA TERRA DOS MONÓLITOS


Momento da colação de grau em Direito-momento inesquecível

Doce juventude-professor em Fortaleza no início dos anos 70
Com o colega e amigo Will Holanda no Colégio Estadual
Ailson conquistou o carinho dos quixadaenses
                          <>O advogado, educador e escritor quixadaense Antônio Ailson da Silveira Medeiros sempre ocupou nos locais onde desenvolveu seus serviços profissionais o cargo de chefia. Existem os mais diversos tipos de chefes como os pacientes, os egoístas, os falsos, prestativos e, porque não dizer, existirem para todos os gostos.  Arrisco palpitar que Ailson sempre teve o perfil de um amigo dos comandados, mas com a prevalência do relacionamento profissional e a necessária separação dos assuntos de interesse do trabalho com os pessoais. Ele garante que a amizade entre as pessoas é benéfica para o sucesso do trabalho e assegura que o fato de sempre tratar com respeito àqueles que estão sobre seu comando nunca prejudicou seu desempenho profissional. Para sermos bem precisos, amizade é uma realidade que faz parte da vida deste cidadão de irrepreensível conduta e reconhecida simplicidade que o tornou figura das mais queridas na terra dos monólitos. Foi no Colégio Estadual Coronel Virgílio Távora que Ailson marcaria de forma definitiva o seu nome como bom gestor educacional atraindo assim, a atenção de outros setores da cidade. Comprometimento e envolvimento com os diversos espaços da Escola e um carinho enorme com os colegas de trabalho e os alunos o tornaram querido e respeitado. Bom lembrar que começou a trabalhar no Colégio Estadual levado pelas mãos do inesquecível João Bosco Silveira que o apresentou ao diretor Glauco Barreira Magalhães que estava a necessitar de um novo professor de Português para substituir Eduardo Bananeira que iria exercer outras atividades. Era começo da década de 70(século passado) de um Quixadá cheio de poesia. Já tinha uma razoável experiência como educador, pois lecionara no Colégio Santa Cruz no bairro de Parangaba em Fortaleza. Sempre dedicado, entregando-se de "corpo e alma", como se fala por aí, chegou até ao cargo de diretor, exercendo tal mister por 21 anos, 5 meses e alguns dias. Como estabeleceu metas e objetivos com grande parte dos resultados almejados sendo obtidos, chamou a atenção dos homens que conduziam os destinos do município. Por ter tornado possível mais qualidade  no funcionamento do Colégio Estadual, não demorou a ser convidado pelo prefeito de então, Aziz Okka Baquit, em sua segunda administração(1983-1989) para compor sua equipe de assessores, onde viria a contribuiu de forma eficaz para a implantação de uma reforma administrativa e atuando com notável destaque no setor educacional tendo integrado o Conselho Curador da Fundação Educacional do Sertão Central-FUNESC ao lado dos médicos Antônio Moreira Magalhães e José Everardo Silveira.  O Dr. Carlos Lima ao assumir a presidência do Poder Legislativo quixadaense no ano de 1989 o convidou para o cargo de assessor jurídico. Ailson foi peça fundamental na criação da Lei Orgânica do Município que foi elaborada com a participação de todos os 21 vereadores. Faz questão de ressaltar a grande colaboração do jovem vereador Eduardo Bezerra na elaboração da redação final do texto da Lei Orgânica. Sabemos que além de atuar judicialmente ou extrajudicialmente na defesa dos interesses da Câmara Municipal, a Assessoria Jurídica também atende o público externo que busca informações sobre os atos dos vereadores ou ainda necessitam de informações sobre as leis que regem a vida administrativa da cidade. Foi este contato com as pessoas que procuravam o setor jurídico   que inspirou Ailson a escrever o livro  " A História Política e Administrativa de Quixadá" que servirá de leme para orientar os que buscam conhecer, não só o funcionamento da Câmara, mas muito da engrenagem administrativa da terra dos monólitos. É seu intento esmiuçar detalhes relacionados a nossa história.  A publicação deste livro é aguardada com muita expectativa por toda a comunidade, pois preencherá uma lacuna ausente em nossa bela história. A maioria dos amigos e admiradores do competente profissional pensava que ele era quixadaense. Não é não. Nasceu  na localidade de Serrinha, serra de Baturité, pertencente a área territorial de Redenção no dia 12.07.1944. Veio para a terra dos monólitos no começo da década de 50(século passado), pois os pais Joaquim da Silveira Medeiros(Quincas) e Francisca Ricardo da Silveira(Nenen Ricardo) pretendiam dar uma melhor qualidade de vida aos meninos e, em especial, melhores condições de estudo. Quincas montou um comércio na praça da estação logo conquistando uma boa freguesia. O garoto Ailson se matriculou no Grupo Escolar José Jucá, mas não demorou muito e foi transferido para o Grupo Adolfo Siqueira Cavalcante  pois o  "José Jucá" passou a atender apenas o sexo feminino. Sempre se dedicando as aulas com bastante interesse concluiu o curso primário. Naqueles anos, só existia o curso ginasial em escolas particulares e com muito sacrifício Quincas e Nenen Ricardo conseguiram matriculá-lo no Ginásio Waldemar Alcântara, concluindo esta etapa em 1960. Para dar sequência aos estudos dos filhos, o casal teve que ir para Fortaleza, e claro, enfrentando muitas dificuldades, tirando leite de pedra, como se fala por aí. Uma casa foi alugada e Quincas montou um pequeno comércio para ajudar nas despesas. Nosso amigo matriculou-se no Liceu onde fez o curso clássico e teve a oportunidade de aprender com renomados professores cearenses. Sempre sonhou em seguir a carreira jurídica que permite um vasto leque de atuação e depois de muito esforço, dedicação quase integral, concluiu no ano de 1970, o tão sonhado curso de Direito. Apto a exercer a profissão por quem sempre foi apaixonado, só pensava em voltar para cidade do seu coração e assim, depois de 10 anos na capital, veio morar definitivamente em Quixadá. Apesar da seriedade no trabalho, ética e responsabilidade, Ailson é uma pessoa leve, comunicativa e acima de tudo, um amigo, não só dos colegas de trabalho, mas de muitas pessoas da comunidade. Nas horas de folga, gosta de ouvir a voz de Orlando Silva e no futebol é torcedor do Ceará, Botafogo e Quixadá Futebol Clube. É fã de Garrincha e Nilton Santos e defende que a melhor seleção brasileira foi a de 1970. Sempre estar a lembrar que a amizade é uma das joias mais preciosas da vida. Homem de vasta cultura apesar da simplicidade e um admirador do pensamento grego da antiguidade, gosta de repetir uma pérola do advogado e intelectual Séneca: "Nunca a fortuna põe um homem em tal altura que não precise de um amigo". Sabemos que num posto de chefia deve prevalecer a postura profissional mas Ailson sempre soube manifestar o seu afeto e carinho com as pessoas que trabalham com ele. É por isso mesmo que vive em constante paz interior pois espalhar bondade e carinho com colegas de trabalho e amigos é com ele mesmo. Antonio Ailson da Silveira Medeiros está guardado no lado esquerdo do peito dos  filhos da terra dos monólitos.
Ailson com parte da equipe de trabalho: Meire, Davi e Daniel


quarta-feira, 10 de maio de 2017

<>EU TAMBÉM QUERO SER LADRÃO


 <>Estou querendo também ser ladrão! Fico pensando no grande sofrimento que meus pais teriam se aqui estivessem. Quanta tristeza e decepção para a minha filha, meu Deus! e meus amigos que sempre foram tão generosos para comigo. Os meus queridos e inesquecíveis ex alunos ficarão bem tristes, é bem verdade. Que dirão aqueles que  acompanham meu trabalho como radialista e sempre foram tão atenciosos. Mas, me perdoem, por favor! Quero mesmo roubar, é sério. Até já arquitetei como farei minha estreia no mundo dos donos do alheio. Começarei roubando a "MALDADE" que existe no coração de muita gente para que elas sintam como é belo gostar das pessoas, caminhar junto com elas e serem sempre solidárias. Serei um ladrão cheio de ambições e sem limites para praticar o roubo. Quero ser tão famoso com Jesse James, mas não roubar trens, bancos, carruagens. Estamos no século 21 e pretendo executar  outros delitos. Queria mesmo roubar do coração de muita gente o "CULTO AO DINHEIRO". Seria legal se entendessem que o dinheiro é para nos servir e não mandar na gente. Ficaria imensamente feliz se essas pessoas pudessem ver que há tantas coisas bonitas nesta vida. Quantas coisas belas passam despercebidas por essa gente como, por exemplo, o sorriso de uma criança, a sabedoria de uma pessoa idosa, as árvores, gente indo para o trabalho. Como seriam felizes se visitassem às pessoas doentes, fossem solidários com aqueles que estão precisando de ajuda. Depois de roubá-los,os lembraria  que a verdadeira beleza e felicidade e até riqueza vem de dentro das pessoas. Quero arranjar uma companheira que a chamarei de Clyde e me passarei por Bonnie, formando assim uma dupla de larápios da pesada. E, juntos, realizaremos um assalto que comprovará nossa fama. Saquearemos a "VAIDADE" tão presente no momento atual. Só assim, esses nossos amigos veriam que a beleza não é só no mundo físico, mas também podem ser sentidas nas coisas mais simples da vida. Se tirarmos do coração esta vaidade excessiva, perceberemos que não somos o melhor e mais importante no trabalho, na escola e sim resultado do que realizamos juntos. Veríamos que àquelas pessoas que possuem pouco, na verdade, possuem muito, pois fazem de cada dificuldade um canto para enaltecer a vida. Quantas vezes  o orgulho leva alguém a situações patéticas como fingir estar atendendo telefone celular para não falar com um cidadão simples. Jardins bonitos há muitos mas só traz alegria o jardim que nasce dentro da gente, falou sabiamente  o mestre Rubem Alves. Estamos esquecendo de viver quando brincamos com o sofrimento dos nossos irmãos ao não estendermos as mãos para prestar-lhe solidariedade. Tal só será possível se afastarmos esta vaidade excessiva. Para concluir minha entrada no mundo dos amigos do alheio, farei um roubo que chamará a atenção do rádio, da televisão e jornais e de toda a Internet. Num plano perfeito, tal qual um Al Capone, roubarei do coração de grande parte da humanidade o "INDIVIDUALISMO". Este sentimento provoca grandes prejuízos à nossa vida. Pessoas que sabemos ser maravilhosas são transformadas por este sentimento mesquinho. Não que a individualidade em si seja um mal, mas sim quando assumimos posições egoístas a ponto de nos sentirmos um rei, superiores a todos. Consagrados escritores, religiosos e até grande número de cientistas afirmam que fazem o bem é, sem sombra de dúvida, a verdadeira felicidade. Depois de me passar por estes personagens e voltando ao mundo real, talvez até fosse mesmo capaz de realizar um único roubo de verdade: Pegar flores nos mais bonitos jardins da cidade e entregar a cada amigo verdadeiro. Aí sim, nossa maior riqueza.
-Todas as imagens foram retiradas da Internet


segunda-feira, 8 de maio de 2017

<>O DESABAFO DE UMA CACHORRINHA ABANDONADA DA TERRA DOS MONÓLITOS<>

Ruas de Quixadá são invadidas por cachorros abandonados

O que ele fez para sofrer assim?
<>Hey moço, toca aqui na minha patinha! Me leve com você! Não precisa ter medo! Estou assim desfigurado, faminto, com frio,porque fui jogado nas ruas com meus amiguinhos! Não estou doente, não! Não sei mesmo porque fizeram isso conosco? O moço falou que lugar de cachorro era na rua e não em centros especiais. Olha, percebi que ele nos soltou para as ruas contra a sua vontade, pois percebi  lágrimas rolarem em seu rosto. Quem o obrigou a fazer isso?  Fico pensando nos meus filhotes e das outras mamães cachorrinhas que não têm para onde ir, pois não existem órgãos que nos recebam. Moço, esta é a cidade de Jesus, Maria e José e por que tanta gente mostra indiferença para com o nosso abandono? Sabe, dia desses, uma senhora bonita e elegante não permitiu que uma criança(a quem tanto amamos) se aproximasse de nós! A minha vizinha da calçada, onde dormimos, certa vez ouviu alguém falar assim: "Vamos deixar a Brigite no hotelzinho das cachorras, pois vamos viajar!" Me impressiona muito o fato de nos descartarem como se fôssemos objetos ! Não, seu moço, não comece a chorar, ainda há tanta gente boa nesta terra dos monólitos! É assim que vocês humanos chamam, não é? Ainda tem tantas pessoas que se lembram de nós, sabe? Tem jovens abençoados que conseguem alimentos, nos levam para casa, tentam arranjar um lar para nós! Deixa eu te contar: Tem um padre lá no Alto do São Francisco que reúne a juventude e consegue alimentos para diminuir nosso sofrimento. Deixa te contar outra: Tem um pastor, bem jovem, tão amigo, ele depois do culto alimenta meus irmãos em vários pontos da cidade. E tem uma gente linda, parece que serão doutores, que até remédios leva pra nós e nos dá umas vacinas. Não ria de mim, mas às vezes tenho medo daquelas agulhas! Tens uns homens com uma farda linda da polícia que são tão bons e até brincam com a gente. Olha, teve um deles que me levou para passear com seus cachorros. Sabe de uma coisa, a ausência que sentimos mesmo é dos homens que cuidam de nossa cidade. Sei que vocês humanos são organizados(mesmo?) e tem aqueles responsáveis pela organização na vida de uma cidade. Estes nunca deram às caras, pensem que nós somos lixos, moço! Moço, me desculpe, tô começando a chorar, lembrando que muitos de nós estamos doentes, abandonados, maltratados! Olha, o Senhor conhece algum desses homens que administram esta cidade? Vai lá, fala para eles que não somos objetos e , assim como todo vivente, somos filhos de um mesmo pai? Implore para eles arranjarem um cantinho para cuidarem de nós! Tem alguns que nos tratam mal e falam que estamos com fungos, sarnas e bactérias. Ora, se tem esses casos não é por culpa nossa e sim do abandono a que somos relegados. Tenho uma amiga cachorra chamada Beleza que falou ser crime abandonar todos os animais. Então, se é assim, cadê nossas autoridades? Porque não obrigam a nos levar para um lugar onde nos acolham. Moço, tenho certeza que meus colegas que vivem nas casas dessas autoridades tem vida de rei. Quem dera eu, tomar aqueles banhos, correr com as crianças, passear naqueles carrões. Olha, vou te contar um segredo porque confio em você, mas fica só entre nós, senão vão dizer que estou caducando, sou uma cachorra velha. Uma madrugada, apareceu alguém com um olhar tão bonito, tão manso, sorriso diferente e sentou-se perto da gente e corremos para seu colo. Depois de alimentar a todos nós, falou: "Não fiquem assim tão tristes, pois quando estive aqui, amei à todos, dei minha vida e também me maltrataram". Tão manso quanto chegou, se despediu da gente. Para lhe dar proteção o acompanhamos até um belo açude, onde desapareceu. Foi Jesus, foi sim, tenho certeza, todos nós vimos, todos nós.  Aperte a minha patinha, amigão! Obrigado pela atenção, meus bebês estão chamando com fome! Obrigado e não esqueça de pedir aos homens que comandam nossa bela cidade para lembrarem da gente e pode ter certeza de que, apesar de tudo, nós os amamos! Nós cachorros somos os melhores amigos das pessoas! Este texto tão simples, fabricado pelo portugues do coração, não é literatura fantástica. Não sou escritor e nem pretendo tal. Não é história fantástica, mas apenas palavras e uma forma que encontrei para expressar minha profunda revolta e da maioria dos quixadaenses com relação ao desprezo com nossos irmãos de criação que são jogados nas ruas como simples objetos. Imaginei uma cachorrinha pedindo nosso socorro e querendo nos mostrar todo o seu amor por nós.
Ele nos amam

Assim como nós, eles tem necessidades

Pessoas de bom coração acolhem alguns animais

Por que alguns o tratam como objetos

sexta-feira, 31 de março de 2017

MANUEL BARBEIRO(Manuel Alexandrino)O BARBEIRO QUE CONQUISTOU O CORAÇÃO DOS CLIENTES E AMIGOS DA BELA QUIXADÁ

Manuel Barbeiro(Manuel Alexandrino)-amava a profissão de barbeiro
Dona Dorinha, o netinho Paulo Henrique e Manuel
<>Daquele Quixadá já bem distante, lembramos cheios de saudade àquelas figuras carregadas de poesia e portadoras de uma beleza própria e   magia certamente esculpidas pelo criador. Os barbeiros fizeram(e ainda fazem) parte da vida de muita gente. As lembranças dos barbeiros que atuavam em Quixadá e já foram chamados por Deus para outras missões, apertam o nosso peito de uma imensa saudade e nos trazem de volta aqueles velhos tempos carregados de lindas imagens como daqueles salões ocupados por trabalhadores com aquela bata branca, manejando com arte, tesouras, navalhas e sempre cheios de bondade e de um papo celestial. Desses profissionais que não saem de nossa memória podemos destacar a figura de Manuel Alexandrino Guedes, popularmente conhecido como Manuel Barbeiro. Ainda sentimos a ardência daquelas laminadas para cima e para baixo pelas mãos deste trabalhador e figura muito benquista na terra dos monólitos. Quando saíamos da barbearia de sua barbearia, éramos acariciados pelo vento e sentíamos a sensação de um bem estar indescritível. Ainda nos dias de hoje, corre uma lenda de que os clientes de  Manuel Barbeiro ao saírem de seu salão eram vistos como os mais bonitos da cidade. O certo é que era respeitado como um grande profissional. Era filho de Antonio Alexandrino Sobrinho e Elisabete Guedes da Silva e veio ao mundo em 27.10.1937 na comunidade de Riacho do Meio, próximo a localidade de Umarizeira, no caminho do município do Choró. Trabalhou na agricultura ao lado dos irmãos vivenciando aqueles anos de seca que sempre castigou o sertão cearense.  Conheceu sua esposa lá mesmo no Riacho do Meio, contraindo núpcias com a jovem Maria das Dores Costa Ribeiro em 6.11.1957. O casal veio morar em Quixadá fugindo daquela terrível seca de 1958, precisamente no bairro do São João, onde nasceu sua primeira filha, Maria do Socorro. O primeiro local de trabalho, como barbeiro, foi no salão Abrãao Baquit, onde trabalhou durante anos conquistando uma clientela fiel. O segundo filho do estimado casal  ,Flávio Guedes,  já nasceu em outra residência, agora na rua Rui Barbosa, entre o cemitério e a cadeia pública. O terceiro filho nasceu sob às bênçãos dos grandes poetas do mundo e trouxe mais alegrias aos familiares. Hudo, ainda na aurora da vida mostrava sua veia poética encantando familiares, professores e amigos. Manuel Barbeiro mesmo tendo sido criado no sertão, logo percebeu a necessidade de mandar os filhos para a escola e acertou em cheio, pois todos se tornaram grandes profissionais nas suas respectivas áreas. Outro ponto a destacar foi a constante  busca pelo estar de sua família, razão maior da sua existência. De sua bela biografia consta o fato de ter procurado aprimorar seus conhecimentos, frequentando a escola no período da noite, juntamente com a sua amada Dorinha, quando fizeram até a quarta série primária do Ginásio Waldemar Alcântara através do "MOBRAL". Outra atividade que chegou a desempenhar foi o de músico por sugestão do professor Benício, então maestro da banda de música de Quixadá. O pai e os irmãos José, Luis e Raimundo, não se sabe ao certo, também direcionaram para a mesma profissão ocorrendo então, a união dos irmãos que em sociedade, fundaram o "Salão Alexandrino", primeiramente localizado na rua Epitácio Pessoa, depois com mudança para a rua Irmãos Queiroz, em frente ao cartório do Senhor Lafayete. Aos poucos, os irmãos foram se afastando da sociedade, permanecendo apenas o Manuel que buscou outros barbeiros para trabalharem no estabelecimento, juntando-se então aos profissionais e queridos amigos Ernandes, Raimundo e Nenzinho.  Nas décadas de 80 e 90(século passado) o local tornou-se um local de encontro de muitos filhos da terra dos monólitos que ali compareciam para conversar e debater os assuntos daquele momento. Com o passar dos anos Manuel foi convidado a ingressar na Maçonaria que lhe deu muitas alegrias e força para enfrentar algumas adversidades comuns à todos nós. Segundo nos relata o poeta Hudo, seu pai se sentia muito orgulhoso em pertencer a essa Sociedade. A Maçonaria o tornou um homem mais voltado para a solidariedade e mais amor para com as pessoas e tal é verdade que adotou seu quarto filho, Jaderson, o mais querido segundo dizia para familiares e amigos. Durante a sua vida profissional seus clientes tornaram-se grandes amigos, como por exemplo, Eurípedes Pinheiro, Stélio Holanda, Olavo Capistrano,  Dr. Durval Andrade, Helder Cortês, Lafayete, Albuquerque, Gilberto Falcão, Amadeu do velho mercado, Luquinha, Nilo Lopes, professor Will Holanda,dentre muitos outros. Os problemas de saúde surgiram após o ano de 2000, especialmente os de natureza coronarianas, sendo necessárias  colocações de pontes de safena. S Dorinha,o seu anjo da guarda, também apresentou problemas de saúde com o surgimento de um câncer que o abalou bastante. Já sem condições físicas de comparecer ao local de trabalho necessitou deixar o "Salão Alexandrino", sua segunda casa como afirmou diversas vezes. Como amava a profissão levou as ferramentas de trabalho para casa, onde atendeu durante algum tempo. Manuel Barbeiro foi chamado por Deus  em 16 de maio de 2012 deixando saudades aos familiares e amigos. Todas às vezes que passamos por uma barbearia, vemos uma navalha, uma velha tesoura, uma cadeira daquelas próprias deste espaço, lembramos da figura inesquecível de Manuel Barbeiro. Porque sempre levou à sério sua profissão e por ter tratado familiares, clientes e amigos com respeito e amizade,  continua  vivo na lembrança  dos filhos da terra dos monólitos.
O poeta Hudo, Manuel, Sitonho(Avô de Hudo) e Paulo Henirque

No local de trabalho com seus colegas  barbeiros

domingo, 19 de março de 2017

HÁ UM ANO QUIXADÁ PERDIA UM DOS SEUS ASTROS MAIS QUERIDOS--ADAILTON QUIXADÁ

<>Há exatamente um ano, 21 de março de 2016, tanto à  família como os filhos da terra dos monólitos se uniram à consternação pela grande dor que causou a partida de Adailton Quixadá, sem dúvida, um astro que conquistou um imenso público em virtude do seu talento que o tornou um dos intérpretes mais populares do interior cearense. A cidade rendeu ao seu filho artista um culto póstumo que ele, com certeza, foi merecedor. Afinal, ele alegrou com a sua voz maravilhosa várias gerações.  Mulheres, homens, velhos e crianças lamentaram a partida daquele que ficou conhecido como o Roberto Carlos quixadaense.  Além de detentor de um talento inquestionável era uma pessoa bastante querida, pois à todos tratava com muito carinho. No último adeus ao querido ídolo, grande número de pessoas, muitas chorando, conduziam flores, coroas, faixas. Seus colegas músicos lhe renderam muitas homenagens com canções e música instrumental. Seus amigos e aqueles que acompanhavam suas apresentações, cantavam e choravam ao mesmo tempo. A cidade se despediu dele com muitas lágrimas e alguns não queriam nem acreditar. As rádios locais e jornais deram grande destaque a sua morte e a notícia repercutiu em outras regiões do estado Ele começou a cantar(e encantar) ainda garoto se apresentando nos programas de calouros que aconteciam nos clubes da cidade e sempre obtendo nota máxima. Foi o apresentador José Maria Libório que o convidou a se apresentar no programa que comandava no Comercial Clube. Em pouco tempo, conquistou um público fiel que o acompanhava em todas as apresentações e passou a ter sua carreira administrada pelo agitador cultural Zé Pereira. Realizou apresentações nos principais programas da televisão cearense, como por exemplo, "Show do Mercantil"; "Porque Hoje é Sábado"; "Programa Irapuan Lima", dentre outros. Integrou o famoso grupo musical "Os monólitos" e ainda, Black Banda, Vôo Livre e Banda Azul. Participou da gravação do compacto de "Os Monólitos" sendo autor da conhecida canção "Segue o Teu Caminho" que foi elogiada pelo músico Dudu Viana e consagrada pelo público. Em meados dos anos 90 formou com os amigos Zé Raimundo e Mavi o "Trio EMOSOM" que logo caiu no gosto do povo. Os pais Antônio Gomes Saldanha e Maria Valdelice como também os irmãos Ademar, Adenilson, Aldízia, Arnaldo, Afonso e Aurilene logo perceberam naquela criança o gosto pelo canto. Faz exatamente um ano que ele se foi, mas continuará sempre conosco. Viverá eternamente no coração dos filhos desta bela cidade a quem deleitou com sua voz que transmitia paz e emoções. Adailton Quixadá veio ao mundo com o objetivo de fazer as pessoas bem felizes, tarefa que lhe foi confiada por Deus que dele precisou para outras missões.  Amigo Adailton, todos sentimos muitas saudades do artista e amigo que tu fostes, mas Deus sempre sabe o que faz. Não te esqueceremos nunca, querido amigo! Fique sempre em paz infinita!



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

PROFESSOR HILL-A SIMPLICIDADE EM PRIMEIRO LUGAR - - -

Hill na presidência do Quixadá FC. O segundo da esquerda para a direita(1976)
    <>Ele tinha tudo para demonstrar ostentação! Num mundo em que a maioria das pessoas querem ser ricas, famosas e até bonitas, ele fez opção pela simplicidade, pelo convívio com as
Hill-a simplicidade em primeiro lugar
pessoas mais humildes! De família tradicional, de intelectuais, artistas, jornalistas, escritores, Hill foi buscar na gente do povo, a sua razão maior de viver. Figura popular e estimada na terra dos monólitos, pois exercera diversas atividades como professor de Educação Física e História, diretor do Colégio Estadual. Também pertenceu aos quadros do Balneário Cedro Clube e durante algum tempo, dirigiu o time profissional do Quixadá Futebol Clube, quando este então realizou uma de suas melhores campanhas no campeonato Cearense. Mas poucos quixadaenses sabem, que nos meados dos anos 50, Hill foi apresentador de programas na "Tv Tupy". Foi nesta emissora de televisão que aconteceu um fato que mostrou o jeito Hill de ser: o famoso astro Grande Otelo adentrou os "stúdios" e pediu uma informação ao nosso conterrâneo que respondeu na hora" Tá me achando com cara de porteiro?" Daí em diante, nasceu uma grande amizade entre eles. Fez parte de consagradas equipes do rádio, como por exemplo, a Ceará Rádio Clube. Foi o responsável direto pelo lançamento no rádio esportivo daquele que viria a ser o maior comentarista que o Ceará já conheceu, Paulino Rocha. Também foi compositor de muitos talentos, poeta e chegou a gravar até alguns discos. Não fora seu incontrolável amor por Quixadá, teria se consagrado no mundo das artes.
                                      Francisco Maurício de Góes Holanda, nasceu no dia 22 de março de 1935, filho do querido casal Senhor Maurício Holanda e Irmã Heloísa, foi casado com Olga Ribeiro, com quem teve cinco filhos: Rose Eloise, Rose Anne, Rose Lídice, Marcos Maurício e Március. Sempre foi dedicado a família, e todo dia, num jeep(que era a sua cara), vinha deixar e pegar os meninos na escola. Até a hora de voltar para casa, se dedicava ao trabalho no Colégio Estadual e nos momentos de folga, se davam os eternos e folclóricos encontros com os amigos, dentre eles, Everton lopes, , Zé Bandeira, Amadeu do  mercado velho, Besouro, João Paraibano, Bandeirinha, Eugênio Oliveira e muitos outros. As prosas que aconteciam no comércio do Senhor Nilo Lopes alegrou, a partir de 1970, muitos quixadaenses. Alguns se dirigiam aquele comércio para ouvir as intervenções sempre inteligentes do professor que dominava os mais diversos assuntos. Uma de suas marcas era ter sempre pronta uma reposta para aqueles que queriam incomodar. Tal franqueza podia parecer ser o Hill uma pessoa grosseira. Ao ter um contato mais íntimo com nosso amigo, logo se percebia ser um homem de um coração enorme. Jamais deixou de socorrer aqueles que o procuravam para pedir algum favor.
                               
Dr.Ailson e Hill-grandes amigos

Hill(o ultimo à esquerda) com colegas do Colégio Estadual
Completamente apaixonado pela terra dos monólitos, publicou no começo dos anos 80 um trabalho intitulado: "Resumo Histórico e Geográfico de Quixadá" que, ainda nos dias de hoje, é utilizado para pesquisas. Também participava da vida política, sempre discutindo os grandes problemas que afligiam a linda cidade. Mas o que marcou de forma irreversível o nome do Hill na lembrança dos quixadaenses foi, além de sua conhecida inteligência, o seu apego a uma vida simples, o convívio diário com as pessoas, sem discriminação. Pode-se dizer com muita tranquilidade que ele viveu num mundo material mas sem ser afetado por ele. Por isso, jamais será esquecido!!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SEU SETE-SEMPRE EM NOSSO CORAÇÃO

Seu Sete- Quixadaense querido

SEU SETE-SEMPRE EM NOSSO CORAÇÃO<>Já escutei muitas vezes alguém falar que nascer de 7 meses é sempre bem melhor para o desenvolvimento do bebê. Não sei, não entendo absolutamente nada de fatores gestacionais. Vamos deixar isso com os doutores. O que sei e que meus amigos também o sabem é que um quixadaense por nome de José Maria Rodrigues é um ser humano simplesmente maravilhoso e a que todos conquistou pela figura amável, correta no trabalho e amizade que a todos sempre dedicou. Ele é conhecido por todos como "Seu Sete". Trabalhou 51 anos e 6 meses na "Baquit Comércio e Indústria S.A", antiga "Gradvol". Que saudades temos daquele simpático senhor abrindo aquele portão enorme da empresa para a entrada e saída de veículos. Se dedicava a muitas outras tarefas sempre as executando com correção. Ainda alcançou o tempo da "Gradvol" e trabalhou com companheiros e amigos como, por exemplo, Geraldo Macena, João Galdino, Manoel da Loca e outros. Por último, exerceu sua atividade ao lado de Tiquinho, Sales, Haley, Jonas, Murilo, Jacinto, Pedro, ítalo, dentre outros. Seu Sete sempre lembrou da atenção que lhe dedicava o senhor Aziz Baquit, um amigo de todas as horas, como sempre falava. Muito ligado ao futebol, na doce juventude jogou em alguns clubes locais e dizia ser fã de Mané Garrincha. No portão da fábrica, ouvia as canções de Teixeirinha, o seu cantor preferido. Soube através de familiares que o queridíssimo amigo foi acometido da doença de Alzheimer e tal informação nos deixou bem tristes. Conversando com um médico conhecido, ele nos informou que os pacientes acometidos desta doença necessitam bastante do carinho dos familiares e amigos. Perdas de referências de tempo e espaço é um dos problemas característicos do "Alzheiner" e nosso amigo não mais conhece todas as pessoas. Um dos poucos que Seu Sete reconhece é o Tiquinho que o visita sempre levando o apoio necessário. Sabemos que não há cura para este mal, mas podemos melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Jesus trazia no coração as pessoas que amava! E nós quando iremos compreender que todos somos irmãos? Se nós realmente formos ligados no que Cristo falou de que a todos devemos amar, então, vamos visitar nosso estimadíssimo "Sete". Ele está sempre no coração de todos nós. Somos ou não uma família de irmãos?
Sete no futebol-é o segundo da esquerda para à direita(agachados)


chaminé da velha fábrica(demolido)