quarta-feira, 11 de abril de 2018

IRMÃOS FERREIRA- FAMÍLIA MUSICAL QUE ENCANTA O PÚBLICO QUIXADAENSE E DE TODO O CEARÁ


                           

Nonato deixou muitas saudades
<>Nos anos 60(século passado) a terra dos monólitos ainda era uma pequena e pacata cidade. Aos poucos, no entanto, foram surgindo  algumas benfeitorias como a inauguração dos colégios Estadual e Municipal na área educacional. Tivemos o surgimento do bairro Campo Novo, a construção de um novo estádio de futebol e o tão sonhado hospital. Neste contexto, a juventude local absorveu e incorporou em suas vidas um movimento musical que tansformaria suas vidas. Nos velhos rádios "Semp" os acordes dissonantes da "Jovem Guarda" explodia pelos cantos das casas da pequena mas já uma bela cidade.Ao lado da música, os brotinhos vestiam a moda do período e velhos ritmos eram substituidos pelas músicas dançantes de Renato e Seus Blue Caps, Fevers, The Jordans, Golden Boys, Roberto Carlos, Paulo Sérgio e outros ídolos. E depois da missa celebrada pelo Padre Dourado, os jovens iam para as tertúlias e dançavam coladinhos com aquele som celestial que saiam de pequenas radiolas, muitas vezes compradas na "Zélia Modas". Havia poucos televisores na cidade e nos dias do programa "Jovem Guarda", todos parecendo de uma mesma família, ficavam vibrando com as canções de Roberto e sua turma.   Na casa do simpático casal Aureliano Ferreira(O conhecido Lar) e a doce Claudina, os meninos faziam a festa transformando aquele espaço familiar num palco da "TV Record" e um objeto da casa podia se transformar num instrumento musical. Para aquelas crianças de talento precoce, um cabo de vassoura se passava pela guitarra de Renato Barros; Uma caixa qualquer era como se fosse a bateria de Lécio dos "Fevers" ou de Netinho de "Os Incríveis". Os meninos imitavam Roberto, jerry, Elvis e as meninas Wanderléa, Martinha, Rita Pavonni. Ali naquele espaço cheio de felicidade morava uma família musical. Aquela casa simples foi o próprio berço da vitoriosa carreira musical dos irmãos ferreira: Zé Maria, Django, Tito Ferreira e o inesquecível Nonato. Maria José, Rosaa Lopes e Angela Maria também tinham veia artística mas preferiram seguir outros caminhos profissionais. Estes simpáticos irmãos são astros que muito engrandecem a  cultura musical da terra dos monólitos levando bem longe o valor artístico de nossa gente. Pessoas ligadas a esta simpática família afirmam que eles seguiram os passos do pai que era um craque no pandeiro, um ritmista dos bons, seguidor dos passos de Jackson do Pandeiro e que fazia parte de grupos regionais que tocavam na cidade e nos sertões do município. O saudoso Nonato que fez a grande viagem em 21.04.2009 foi um baterista de muito talento e também vocalista de muitos recursos. Nonato impressionava quando estava tocando e sempre atraia a atenção do público pela apurada técnica e criatividade e ainda se destacava como compositor com suas criações sendo interpretadas por grandes nomes da canção cearense. Começou sua trajetória no grupo musical "Skema" pertencente ao Gola que lhe deu todo o apoio para crescer como músico. Em seguida, foi para "Os Dragões", comandado por Zé Raimundo  substituindo o baterista Airton que havia falecido. Um detalhe é que ele começou carregando os instrumentos da banda e nas horas de folga, corria para a bateria e ficava estudando o instrumento o que chamou a atenção de músicos mais experientes. Um detalhe que merece registo é que certa vez ele substituiu o baterista de um consagrado grupo de Recife e encantou a todos. Recebeu uma boa grana e separou logo o dinheiro de sua querida mãesinha. Chegou a tocar ao lado de Chico Justino e fez parte durante algum tempo da "Forró Maior" e por último a banda "Veneno". Nonato era bastante requisitado em Fortaleza, tendo inclusive acompanhado Beto Barbosa em diversas apresentações, Luiz Caldas, Martinho da Vila e muitos outros. Nonato morou e trabalhou durante alguns anos em Cascavel fazendo parte da banda veneno e se tornou professor de música atendendo em especial o público infantil. Ao adoecer, voltou para a terra dos monólitos que tanto amava. Infelizmente, sua convivencia com a família e os amigos foi muito pequena pois logo viria a falecer. Além de astro de primeira grandeza era uma pessoa de muito caráter, bom filho, bom irmão, amigo prá valer. Nos contou o seu irmão Tito e com lágrimas nos olhos que ele chegou a comprar um quarto com a estrutura necessária para ele morar. Ele tinha essa virtude de se preocupar sempre com as pessoas o que o tornou uma pessoa bastante querida. Se faz necessário lembrar que Nonato fez parte da primeira equipe de locutores da pioneira Radio Uirapuru. Com certeza, Nonato estará sempre na lembrança dos familiares e amigos. A outra fera desta divina família musical é Django Adjaci, craque no violão e outros instrumentos, além de uma voz belíssima e convicente. Sua primeira formação musical foi na banda de música e depois participou de vários grupos musicais de destaque no cenário artístico cearense como: Clip Show, Banda Vôo Livre, Grupo Magazine, Orquestra Anos Dourados,  Só Prá Pagodear, Bandazul, Black Banda, Sambazip, Quixote e Vixe Maria. Depois de participar destes grupos, Django resolveu alçar vôos sozinho e atualmente é um dos mais requisitados para festas barzinhos. Tony Remelexo é outro astro que dispensa adjetivos, bastando apenas afirmar que é um músico de muitos recursos, se destacando na percussão mas sem abrir mão de se aprofundar em outros instrumentos. Sempre chamou a atenção o fato do Tony não se contentar apenas em tocar mas conhecer com profundidade os instrumentos que  lhe chegam as mãos. Sempre organizado, quando vai para a bateria, organiza com muito carinho os pratos, pedais, baquetas e este seu profissionalismo sempre foi exaltado pelos donos dos grupos musicais. Este qualificado músico já passou pela Banda Municipal, Vôo Livre, Aquarius, Banda Cara do Brasil, Orquestra Os Brasas". Atualmente, faz música ao vivo sendo convidado para se apresentar em diversos eventos. O talentoso e simpático Tito Ferreira desde cedo demonstrou que nasceu para a música se apresentando em colégios da cidade juntamente com os irmãos. Bem jovem ainda foi convidado a integrar grupos musicais pois se mostrou  um intérprete refinado e um astro cheio de energia que contagiava a todos. No clímax da juventude, chegou a ser disputado por bandas de outros municípios mas jamais admitiu se afastar de sua amada terra dos mónólitos. Tito esbanja talento não só em rítmos ligados ao movimento "Jovem Guarda" mas é capaz de interpretar com a mesma maestria boleros, sambas e outros rítmos. José Maria Ferreira, o mais experiente dos irmãos, desde a adolescência gasta seu talento chamando a atenção de músicos profissionais e do público com sua privilegiada voz e uma presença de palco marcante.  Começou a cantar e encantar quando servia o exército em Crateús chamando a atenção de consagrados maestros. Quando retornou para Quixadá foi convidado por Dudu Viana, líder do antológico grupo "Os Monólitos" para integrar a banda, logo transformando-se em sua principal atração. A apresentação de José Maria nas festas tocadas pelo "Os Monólitos", às vezes incorporando perfomances teatrais, chamava a atenção em todas as cidades em que a banda se apresentava, especialmente quando cantava canções do repertório de Wilson Simonal, um dos cantores mais populares dos anos 60 e 70. Seus astros inspiradores foram o cantor e dançarino americano James Brow e Tony Tornado, o ícone da música black no Brasil. Em 1976 começou a fazer parte dos quadros do BEC(Banco do Estado do Ceará), se afastando do popular grupo, mas continuou ligado ao mundo da música e sempre que possível, realiza apresentações sozinho ou com os irmãos. A sua popularidade sempre continuou em alta e ficou conhecido em toda a cidade como "Zé Maria do BEC". Se faz necessário afirmar que além de talentosos artistas, os Irmãos Ferreira são pessoas da mais alta dignidade e bastante queridos na comunidade. Zé Maria, Django, Tito Ferreira são referências, assim como Nonato também o foi, para a nova geração de músicos quixadaenses. Os Irmãos Ferreira são um patrimônio da terra dos monólitos o que muito nos alegra pois cada um de nós também somos seus fãs e amigo próximos. Salve, salve os Irmãos Ferreira.
Tony Remelexo-músico de muitos talentos

Black Banda: Chinês, Nonato,Zé Antônio, Ednilson,Dantas,Ferreira,Cruizinha,Xaxá,Tony,Didi e Dudu(1996)
Django-Fera da família Ferreira
José Maria-dono de um público fiel que aplaude a sua arte

Irmãos Ferreira, Zé Maria,Django, Tito e Tony

Olha aí o Tony e o Nonato numa das formações da Black Banda(ois dois últimos, em pé)

Os irmãos Tony, Nonato e Django
Tito Ferreira: Talento e simpatia
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segunda-feira, 26 de março de 2018

QUIXADÁ PARABENIZA CHICO MORENO- ELE É UM MESTRE DA VIDA E APAIXONADO PELA FAMÍLIA E OS AMIGOS

É imenso o amor entre Eunice e Chico
<>Alegria, entusiasmo, gosto pelo trabalho, esperança e otimismo sempre presentes e a preferencia em estar sempre perto da família e dos amigos são os fatores principais que levaram Francisco Moreno Pinheiro a chegar de uma forma bem tranquila aos 100 anos de idade. Chegar a esta idade é para poucos e por isso mesmo a família considera como um prêmio a uma pessoa que sempre foi bondosa, pai amoroso, honesto em seu trabalho e como sabem os seus amigos, apaixonado pela coisas da vida como gostar de futebol(ele ama o  Quixadá Futebol Clube), carnaval, serestas, cinema, tempo de eleições e tudo o mais que lhe proporcione alegria. A sua vontade de viver sempre foi incontrolável e até quando reunia forças o mundo para ele sempre foi uma festa. Verdade que a sua independencia motora já não está tão presente mas o gosto pela vida é o mesmo. É bastante difícil não gostar de uma pessoa que sempre encarou a vida com leveza e um otimismo a toda prova.  Quase sempre estava nas praças naquele Quixadá cheio de paz e felicidade e sempre participando de atividades ligadas ao esporte e ao entretenimento sendo presença certa no espaço administrativo de clubes sociais como o Comercial, o Avante e outros. Passava grande parte do dia no Avante e era o gritador ofical dos bingos que ali aconteciam e chamava a atenção dos presentes pela forma como apresentava os números, como por exemplo: "Pingo no pé 9 é"; "22, os patinhos  da lagoa" e quando ditava a pedra 66 todos os presente davam aquela gostosa gargalhada pela eloquencia como ele falava este número. Não apenas comparecia aos jogos do Quixadá mas sempre ajudou na manutenção do seu querido canarinho. Aquelas imagens das tabuletas produzidas por ele anunciando os jogos do seu querido time espalhadas pelos cantos da cidade ainda permanecem na retina dos quixadaenses de mais idade. Imagens de um passado feliz que não voltará jamais, é bem verdade. Pouca gente sabe que este jovem centenário não nasceu na terra dos monólitos e sim em São Miguel-RN. Veio para a cidade que o adotaria como filho em meados dos anos 30(século passado) com o objetivo de trabalhar no armazem de algodão do seu tio Cícero Moreno. Sempre trabalhando com afinco em pouco tempo conquistou a confiança do seu tio que lhe confiou as mais diversas tarefas. Sempre trabalhando com muita dedicação, quis Deus em sua infinita bondade e misericórdia presentear Chico com uma mulher que lhe desse apoio, segurança e iluminasse os seus dias. O nome desta mulher(ou seria um anjo?) é Eunice. A proximidade entre os dois se deu por conta de trabalharem na mesma rua não demorando muito a se tornarem grandes amigos. Como falam os poetas, um grande amor nasce de uma forte amizade e foi assim que se tornaram namorados e cinco anos depois unidos pela lei de Deus. Ele trabalhava  no Armazém e ela na fábrica de rede do Senhor Juvêncio e em frente havia o ponto de merenda do Raimundo e ali bem na hora do lanche o coração dos dois batiam mais forte. A noite na praça da velha matriz era sempre muito animada com as novenas, as quermesses, o cherinho de pipocas no ar e as canções que brotavam do Serviço de Alto-falantes de Adolfo Lopes faziam arrepiar o coração de jovens cheios de sonhos. Um simpático baleiro levava balas para a jovem Eunice como oferta de um jovem apaixonado. No ano de 1955 aconteceu o tão sonhado casamento na capela do Choró com as bênçãos do Padre Zé Bezerra. Eunice nos lembra que neste mesmo dia e local aconteceu o casamento dos amigos Zé Maria Maia e Antonieta e como afirma foi um dia especial na vida de todos. Desta abençoada união nasceram os filhos João de Sousa Moreno(Django), Del Vecchio e Neivaldo, razão maior da existência do casal. Tantos anos já vividos permitiu a este pacato cidadão ter presenciado fatos que contribuiram para o desenvolvimento de Quixadá. Quando aqui chegou administrava a cidade o Senhor josé de Queiroz pessoa(1936-1943), logo fazendo amizade com o mesmo. Há poucos anos, Chico Moreno nos contava que lembrava muito bem da construção da praça Coronel Nanan e que muitos benfeitores ajudaram neste empreendimento como seu tio Cícero moreno, Fausto Cândido, Hercílio Bezerra e outros.  Nos contou que muitas vezes comprou remédios na farmácia Solon Magalhães que ficava na praça José de Barros para familiares e amigos. Nunca esqueceu da alegria que ele e toda população sentiu com a inauguração do novo sistema de iluminação pública nos anos 50(século passado), muito embora não houvesse fornecimento de energia durante o dia.  Chico esteve presente na inauguração do abrigo próximo a estação ferroviária na administração do senhor Hemínio Dinelly(1951-1955) e sempre lembrava do grande movimento com a chegada e saída dos trens. Vibrou de alegria com a vitória do seu amigo José Linhares da Páscoa que admimistrou Quixadá de 1967 a 197l e esta forte amizade durou a até a morte do amigo em 1995. É difícil precisar o grande números de amigos que Moreno conquistou não importando a que classe social pertencia. Mas, com certeza, as suas companhias na maioria das vezes estavam ligadas a duas paixões de sua vida, casos do Avante e Comercial Clube. Neste último, conviveu com Chico Gildo, Luis Capistano, Nequinho, Nenen Dias, Raimundo Costa, Raimundo Mesquita, Chico Moreno, Milton Barbosa, Zé Rolim, Zé Hélio(Vein), Osmildo Pereira, José Carlos Alves, Zé Maria Libório e outros.  Nos contou a simpática Eunice que Chico algumas vezes  sonha como se estivesse conversando com os amigos como o Copinha, Leal, Dr. Rui Maia, entre muitos outros. Sofreu muito com a partida para a eternidade do seu amigo Edinho no ano de 2003 e disse que Deus queria seu amigo na companhia dele. Fazer o bem, ser bom, são as maiores virtudes de Chico Moreno que na sua vida centenária não se tem notícia de ter endurecido o seu coração para com alguém.  Os filhos Django, Del Vechhio e Neivado não se cansam de afirmar que ele é o melhor pai do mundo e da mesma forma, os netos o consideram um avô nota 10. Para a família e os amigos a sua presença é uma grande alegria e um conforto incomparável. As lições de vida que Chico Moreno nos apresenta são emocionantes. Sempre trabalhou duro para que nada faltasse a sua querida esposa e os meninos e mesmo tendo estudado muito pouco sempre se esforçou para que todos frequentassem a escola.  Com a ajuda de Eunice os meninos aprenderam a lutar pelos seus sonhos, a buscar seus espaços no mercado de trabalho. E todos, pais e filhos, fazem esta viagem na imensa jornada da vida. Depois que o seu tio Cícero Moreno faleceu passou a trabalhar no armazém do senhor Marcone, ali permanecendo por vários anos. Nunca pensou em parar de trabalhar e quando deixou de trabalhar nesses locais passou a vender dindins nas escolas, em especial, no Colégio Valdemar Alcântara.  100 anos de Chico Moreno é mesmo para se comemorar e com muita alegria! Então, a família organizou uma festa exatamente no clube do seu coração, o Comercial Sport Clube. As netas Nídia e Lívia contando com a colaboração do restante da família se empenharam com muita dedicação para que o evento acontecesse. Foi uma bela e emocionante comemoração e Chico Moreno era só felicidade sorrindo para todos que foram abraçá-lo. Seu coração transbordava de alegria ao ser abraçado por muitos amigos quixadaenses e pelos familiares, inclusive alguns hoje morando em outros estados como os irmãos Nivaldo e Maria do Carmo, além de sobrinhos e netos. Eunice, o seu verdadeiro anjo da guarda lembrava que encontrou ao lado dele mil razões para acreditar que o amor pode ser para toda a vida. Ele, na verdade, levou uma chuva de amor de todos os presentes e merecidamente, pois quem foi que dedicou toda a vida ativa a família e aos amigos? Quem foi que sempre lutou com dignidade enfrentando mil obstáculos para que nada faltassem as pessoas que ama? Chico Moreno nos mostra que a longevidade é uma bênção e por isso comemora ao lado dos familiares este presente vindo do Criador. Nas vezes em que fala sobre os segredos de tantos anos de vida, afirma com muita sabedoria: "Gostar da vida, da família e dos amigos e perdoar aqueles que falharam com você. Parabéns pelos 100 anos, amigo Chico Moreno. A festa não é só sua e da família mas de todos nós quixadaenses que gostamos muito de você. Há 100 anos este mundo ganhou um presente valioso que foi este ser humano maravilhoso por nome de Francisco Moreno Pinheiro a quem tanto respeitamos e gostamos até demais. 
Chico jovem

Anos 60: Chico, Eunice, Django, Del Vechio e Neivaldo

"Eu tenho a força!"

Chico e eunice

Del Vecchio, Nivaldo, Eunice e Django



Django e Chico


Eunice e Chico-imagem recente
Chico e seu irmão Nivaldo
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domingo, 11 de fevereiro de 2018

RÁDIO UIRAPURU- HÁ 38 ANOS ERA INAUGURADA A PRIMEIRA EMISSORA DE RÁDIO DE QUIXADÁ

Sinval Caarlos e Célio Aragão-anos 80
<>13 de Fevereiro. Nesta data, a tão sonhada emissora de rádio da terra dos monólitos invadia os lares da bela cidade e de todo o interior cearense. José Pessoa de Araújo, empresário e um apaixonado pela comunicação, além da Uirapuru de Fortaleza, resolveu levar o canto dos pássaros a 4 cidades do interior: Itapipoca, Morada Nova, Canindé e Quixadá, formando assim a "Rede Uirapuru de Comunicação". A solenidade de inauguração aconteceu no período da noite nos próprios estúdios no planalto da Curicaca, a 6 quilômetros do centro da cidade. Naquela noite, Quixadá parou para acompanhar a festa de inauguração e ninguém se importou com a distância. Em carros, ônibus, bicicletas, carroças, em lombos de animas ou a pé, todos queriam acompanhar aquela linda noite. Ainda não tínhamos os serviços dos mototaxistas. Ninguém queria perder aquele momento histórico para a radiofonia do sertão central. Antes, ouviam-se apenas as emissoras de Fortaleza, Quixeramobim, Limoeiro e aquelas de grande alcance. Os filhos da terra dos monólitos queriam uma rádio que pudessem chamar de sua. Presentes a inauguração o governador Virgílio Távora, o vice-prefeito Dr. luis Crispin,Gonzaga Mota, José Antunes  e nomes consagrados da radiofonia cearense como Cid Carvalho, Edson Silva, Mena Barreto, Hélio Malveira(professor dos locutores e operadores), o técnico Assis(responsável pela montagem dos equipamentos), Dr. Wagner(um dos diretores) e ,claro, o grande comandante José Pessoa de Araújo. A partir daí, a boazinha como era carinhosamente chamada pelos ouvintes passou a fazer parte do dia a dia dos quixadaenses. Uma equipe pioneira trabalhava com afinco e paixão mesmo com pouca experiência para que a nossa Uirapuru funcionasse com qualidade. Os primeiros operadores foram: Jorge Umbuzeiro, Viana Vieira, Wagner Nepomuceno, Teixeirinha, Chico Pernalonga, J. Neto, Tarcísio Besouro Verde, Freitas Magnético, Ana Maria, Alexandre Magno, Teixeira Filho, Paulo Sérgio e outros que trabalharam por pouco tempo. Na locução Ribamar Lima, Sinval Carlos, Célio Aragão, Jonas Sousa, Amadeu Filho, Delmiro Fernandes, Ribeiro Junior, Mon'tAlverne Barreto, Nonato Silva. Com o passar dos anos, outros nomes vieram compor a equipe de locutores. Quanto a parte administrativa, os primeiros diretores foram José Albuquerque de Macedo, Marilac Silveira e Célio Aragão. A partir de 1982, os estúdios da  vieram para o centro da cidade e neste momento assumiu os destinhos da Uirapuru o bancário e jornalista João Eudes Costa que fez várias inovações com o objetivo de tornar a rádio uma empresa bem mais moderna. Não demorou muito e a Uirapuru tornou-se Rádio Monólitos de Quixadá agora sob a orientação de Aziz Baquit e Everardo Silveira. Não podemos por questão de justiça, deixar de registrar as pessoas que integravam a equipe de apoio de nossa primeira rádio: Helena Saraiva que ficava na farmácia da dona Moura anotando os avisos; Na recepção, Lúcia Helena, Lucia Branca, Otini. O carteiro era o conhecido Dedé Drácula que ia e voltava a cidade por várias vezes. Na cantina, aquela que foi aclamada pela equipe como a rainha do café, a querida Barbosa. Os motoristas eram o taxista Neles e Antônio Caetano que transportava a equipe de esportes e os equipamentos para as coberturas dos eventos que aconteciam na cidade. A Rádio Uirapuru de Quixadá ficou na memória de todos nós. Um dia, criei coragem e perguntei ao comandante José Pessoa de Araújo o porquê de Uirapuru que lembra a Amazônia e não um nome  ligado a nossa região? Com voz pausada mas firme respondeu: "Porque quando o pássaro Uirapuru canta todos param para escutar! E assim acontece com a nossa rádio!

Dedé Drácula, Célio Aragão e Ribamar Lima-anos 80


Célio Aragão apresentava o programa"Forró na Casa Grande"

José Pessoa de Araújo

Visita as torres no final de 1979

Sinval marcou época apresentando programas bregas

Ribamar Lima ficou conhecido como "voz de veludo"

Cobertura externa: inauguração do CSU

Equipe pioneira: Ribeiro Jr, Jonas Sousa, Amadeu Filho, Ribamar Lima e Sinval Carlos

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE-CEARÁ CAÇADOR DE FRANCISCO DE HOLANDA

<>No nosso querido sertão não tem apenas forró, vaquejada mas também futebol. Vejam aí, amigos, uma lembrança do Ceará Caçador de Francisco de Holanda que marcou época jogando em toda a região e tinha como presidente o hoje destacado veterinário Dr. Roberto. Pela ordem: Roberto(presidente do clube), Mário, João, Antônio, Pedro, Preá, Macaúba, Boi, Beto, Raimundinho, Alfredo e Titiu.(Imagem dos anos 60)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

VALDINHA BEZERRA- 90 ANOS E UMA LINDA HISTÓRIA DE DEDICAÇÃO E AMOR AOS ALUNOS, FAMILIARES E AMIGOS

Uma vida dedicada a educação de jovens e adultos
<>Ela a todos conquista facilmente. Fonte de inspiração para seus alunos e para todos nós. De caráter honesto, digna e mulher potencialmente humana. Somente os professores conseguem coisas maravilhosas que aos outros não é permitido. Aqueceu o coração dos seus alunos, dos familiares e amigos com toda a sabedoria, carinho e paciência. Mulher de extraordinária personalidade e de lugar garantido no lado esquerdo do peito dos filhos da terra dos monólitos.  Há pessoas que nos marcam de uma forma tão forte que não dá para ficarmos longe desta doce e abençoada presença. A querida professora Valdinha bezerra é uma dessas privilegiadas pois a todos conquistou, seja na sala de aula ou transmitindo o tesouro da fé na atuação incansável como catequista sempre procurando dar o rumo correto na fé das pessoas.  Seus ensinamentos, carinho e dedicação estarão sempre guardados na memória e no coração de muitos quixadaenses. Naquele Quixadá dos anos 30 do século passado em que tudo levava a crer que morávamos  no céu, uma menina brincava com o seu irmão mais novo João Bezerra mas sempre atendendo as recomendações da  bondosa senhora Ester Bezerra da Silva para não saírem a rua. Sua mãe foi uma costureira de muitos talentos enquanto  o pai João vitoriano da Silva exercia a atividade comercial. Valdinha teve como primeira professora  a dedicada mestra Maria Cavalcante Costa que logo percebeu naquela menina uma grande vontade de aprender a ler e escrever e, na verdade, não demorou muito tempo para isso acontecer. Continuando os estudos iniciais tornou-se aluna da professora Ceci e neste momento já lia com desenvoltura. Sempre dedicada a vida escolar passou a frequentar o Grupo Escolar José Jucá aí ficando até concluir o quinto ano. Interessante destacar que naqueles anos, ter concluído a quinta série já era permitido lecionar e embora muito jovem, Valdinha começou a sua trajetória como professora que a tornaria uma mestra muito querida e respeitada. Era a década de 40 do século passado e governava a nossa cidade o estimado farmacêutico Eliezer Forte Magalhães que atendendo um pedido da dona Ester possibilitou a esforçada jovem fazer um curso que lhe permitisse lecionar. A sua irmã Violeta que já pertencia ao quadro de professores do município foi exercer suas atividades em outras localidades e então sua vaga foi ocupada pela irmã. É sempre bom lembrar que naquele tempo alguns educadores exerciam sua atividade na zona rural, geralmente na fazenda de ricos senhores com o objetivo de ensinar os jovens da família dos donos e dos moradores mais próximos. Eliezer percebendo o interesse da jovem pela carreira do magistério a incentivou frequentar o curso do Normal Rural no  Colégio Sagrado Coração de Jesus(colégio das irmãs). Irmã Firmina a achou muito jovem e ficou triste ao saber que ela não tinha condições de pagar e então falou com a irmã Plácida que a convidou fazer o exame de admissão tornando assim possível pertencer ao corpo de alunos conceituado estabelecimento de ensino. A bela jovem tirou o primeiro lugar o que  deixou a mamãe Ester e os irmãos muito felizes. Lembra emocionada das suas professoras do Curso Normal Rural  como por exemplo, Irmã Sebastiana, Venerábilis, Plácida, Modesta, dentre outras. Foram suas colegas de classe: Maria Braga, Mirtes Enéas, Marinalva, Magna, Eunice, Maria De Lurdes Sales, Margarida Canabrava, dentre outras.  Valdinha lembra da festa de solenidade de entrega dos diplomas que aconteceu nas dependências do Cine Paroquial com as presença dos familiares e convidados. A partir daí começou verdadeiramente a sua atuação como educadora, logo conquistando o carinho e o respeito de todos. Naquele tempo não era muito fácil conseguir um contrato para lecionar pelo estado mas, devido a interferência de Eliezer, ela conseguiu. Faz questão de ressaltar que o Padre Luís Braga Rocha sempre a incentivou, inclusive tornando possível a participação em um curso profissionalizante que lhe deu melhores condições para enfrentar as salas de aula. Valdinha se destacou e passou a coordenar o curso de bordado e  além do aprendizado, a convivência tão amiga com Teresinha Basílio e Mirtes Enéas.  Foi nomeada pelo estado e passou a exercer sua atuação como educadora no Colégio Sagrado Coração de jesus, um dos sonhos de dona Ester.  E assim se passaram 10 anos que foram marcantes para aquela jovem professora. Ela sempre gostou de aprender mais, participar de cursos e achou que precisaria trabalhar num estabelecimento estadual pois escolas particulares nem sempre oferecem oportunidades de participação  neles. Iniciou suas atividades em escolas públicas no Grupo Escolar José Jucá onde foi muito bem acolhida pela diretora Naidinha Bezerra e por toda a equipe. Não demorou muito e   assumiu o cargo de direção realizando um eficiente trabalho pedagógico e sempre procurando melhorar a estrutura física do grupo. Quando terminou seu tempo como diretora, continuou no grupo que conquistou o seu coração e agora como professora.   Foram dois anos inesquecíveis como ela mesmo enfatiza e da convivência com grandes amigas como  Elvira Costa, Naidinha, Cezarina, Maria Guedes(Tuzinha) e por fim todos que integravam aquele sadio ambiente escolar. Esta guerreira da Educação não parava e também cuidou da educação de jovens e adultos conquistando o reconhecimento da comunidade pelo seu eficiente trabalho. Teve entre seus alunos o estimado casal Odilon e Cefisa, dentre muitos outros. Queria aprender mais e frequentou durante 6 meses o curso de Inglês obtendo a autorização para lecionar esta língua universal. Chegou o momento do colégio Estadual e aí ficou 10 anos lecionando Inglês e posteriormente o ensino religioso. Para lecionar Religião foi necessário uma autorização de Dom Rufino que logo foi concedida. Integrou ainda por alguns anos, a equipe de educadores do Ginásio Municipal. Por algum tempo atuou como educadora no Ginásio Valdemar Alcântara(colégio do padre) mas apenas por amizade a equipe daquele estabelecimento sem receber renumeração.  Além do profícuo trabalho como educadora,  se destacou também na sua efetiva participação nas atividades da igreja especialmente como catequista que assumiu com muito amor e alegria pois achava(e acha) ser edificante doar parte do seu tempo na divulgação do evangelho. E faz questão de afirmar que ser catequista é procurar imitar a Cristo. Ela percorreu muitos caminhos na cidade e no sertão com o objetivo de levar conforto para as famílias e quando foi possível, também fez campanhas de doação. Tinha uma convivência saudável com os jovens que a adoravam e a tinham como uma irmã, uma quase mãe. Fazia caminhada com crianças, jovens e até adultos e se apresentava em auditórios das escolas e outros locais, entoando cânticos religiosos. É preciso destacar que Valdinha sempre contou com o apoio dos familiares nas suas opções. João Bezerra, Zizi, Violeta, Gumercindo e enfim todos lhe deram forças na conquista de seus objetivos. Hoje, tudo o que viveu são doces recordações para esta querida mulher que está prestes a completar 90 anos e continua a amar as pessoas, as plantas, os animais e sem esquecer dos ex alunos e colegas do magistério. Mora na mesma casa em que nasceu e a vizinhança a tem como um pessoa muito próxima e sempre presente. Não é difícil vê-la, sorriso bonito, cuidando de suas plantas a quem considera como irmãs, pois elas além de deixarem a casa mais bonita melhoram a qualidade de vida das pessoas. Pessoas doces, queridas como Valdinha são tão raras e por isso quando estamos na sua companhia essas horas não podem ser roubadas. Valdinha, nós quixadaenses gostaríamos de agradecer por tudo que fizeste pela educação dos filhos desta bela cidade. Senhora que sabe muito da vida mas sem perder o jeitinho de menina. Sorriso de santa, coração escancarado para os amigos, bondade para dar e vender e uma simplicidade marcante apesar da enorme importância como educadora e grande benfeitora da terra dos monólitos. Nossos eternos agradecimentos a esta querida mulher por ter lapidado e ensinado os melhores caminhos para os jovens quixadaenses. Receba querida mestra um grande abraço carinhoso e agradecido por tudo que fizestes(e faz) por todos nós

Valdinhas e suas plantas a quem considera irmãs

Imagem do aniversário de 80 anos

Linda normalista

Como catequista teve sempre a companhia dos jovens

Percorreu muitos caminhos na divulgação da palavra de Deus


Boa forma para dar conta das muitas atividades que exercia

Imagens da família

Imagens da família

Continua ativa e criativa

Com sua amiga Rachel de Queiroz em meados dos anos 80

Era uma doce juventude

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A IMAGEM E O FATO-TÉRMINO DO QUINTO ANO DO CURSO PRIMÁRIO DO GRUPO JOSÉ JUCÁ(1948)

<> localizei esta pérola(foto)  de uma turma de alunos do Grupo José jucá no escritório do Senhor Aloísio Rabelo(O Chefe)e a postei aqui no blog.Término de curso do quinto ano primário(29.11.1948). Pela ordem: Manuelito, Naílde, Teonília, Antonicler, Piúca, Teresinha, Inacinha, Mirtes e a criança Ivoneide. Localizei esta pérola no escritório do Senhor Aloísio Rabelo(o Chefe).  
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

GRUPO MUSICAL OS DRAGÕES BRILHOU NO CENÁRIO MUSICAL DA TERRA DOS MONÓLITOS NOS ANOS 60 E 70(século passado)


<>Era o tempo da Jovem Guarda, da brilhantina comprada no Pedrosa e Zeca Metero, dos bilhetinhos apaixonados, dos beijos roubados(tinha mais sabor), de chegar perto do céu na roda gigante do parque do senhor Pedro, dos doces como mel que eram os picolés da sorveteria do Nivaldo, das missas do Padre Zé Bezerra que terminavam logo nos permitindo a paquerar na praça da Catedral. De assistir no "Cine Yara" aos filmes de Elvis Presley e sair pelas ruas pensando se tratar do próprio. E a noite, dançar ao som de "Os Monólitos", "Os Argonautas" e "Os Dragões". Quem viveu no Quixadá daqueles anos foi ao céu sem precisar morrer.

-Na imagem, formação clássica de "Os Dragões: Raimundo, Chinês, Tim Carlos, Nonato, Zé Raimundo, Zé Antônio, Tito Ferreira, Marcelo Amaro, Didi e Tony