domingo, 23 de julho de 2017

FRANCISCO DE ASSIS(COMBOY)- UM CANTO DE AMOR À VIDA

Comboy é fã de Jonhn Wayne
Comboy-um canto de amor à vida
              
Adolfo Lopes e Zé Adolfo eram grandes amigos de Francisco Assis Alves, o Comboy
          Quem passa  pela Avenida Plácido Castelo tem a bendita oportunidade de encontrar uma doce presença, um ser humano cheio de alegria, olhar de bondade, cheiro de gente boa,e os lábios sempre a lembrar que " A vida é bela"". Francisco Assis Alves, conhecido por todos como "Cowboy", apelido carinhoso que ganhou por ser um fã de carteirinha dos filmes do estilo bang-bang, é um grande exemplo de superação, uma inspiradora lição de vida, uma amostragem de que a vida é para ser enfrentada e jamais lamentada. Uma paralisia afetou uma parte motora do seu corpo mas nunca lhe tirou o amor pela vida, pela família, pelos amigos. Ele nos dá a certeza de que a felicidade é possível mesmo com nossas limitações. Deficiência não é desculpa para não sermos felizes. De forma alguma, de jeito nenhum!
Nosso comboy é da paz e do amor
   Cowboy, na sua mocidade, era frequentador assíduo do "Cine Yara" onde assistia com muita emoção, os famosos filmes de "bang bang". Assistir aqueles filmes era quase um sonho! Talvez se sentisse um Jonh Waine enfrentando os índios, uma estrela no peito, o relincho do cavalo amigo e salvando a mocinha dos bandidos. Tamanha era sua paixão pelo cinema que recebeu uma carteirinha do proprietário Zé Adolfo que lhe dava direito a não pagar a entrada. Hoje, batendo saudade, os seus irmãos José Patrício, Maria das Graças e Fátima, recorrem ao "dvd" mas não chega a alegrar o coração de Cowboy. Para ele, nada supera a magia da grande tela. E não há dúvida de que anos atrás, os cinemas eram um dos entretenimentos mais significativos das cidades interioranas. Não é só ele que tem saudades desse tempo maravilhoso. Mas todos nós!
         Francisco Assis Alves, o nosso Cowboy não usa coldre, não dá um tiro sequer! Ele nos transmite sim, paz de uma criança, doces palavras de um amigo, força para enfrentar as adversidades da vida! Ele nos mostra a maravilha de ser feliz com o que somos, com o que temos! E nos mostra que somos donos do nosso destino. Ele escolheu ser feliz!  E nós? Que Deus dê vida longa ao nosso Cowboy. Ele é o nosso herói!

Prédio onde funcionou o icônico"Cine Yara"
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

PAROARA- FUNDADOR DA 'VOZ DO NORTE" LEMBRA COM SAUDADES DO QUIXADÁ CHEIO DE PAZ E ALEGRIA


                         "Lá vem o locutor da Voz do Norte!". Estes diálogos eram bastante comuns, meados dos anos 60, quando funcionava à rua Tenente Cravo, o Serviço de Alto-Falantes " A Voz do Norte" e mostram a influencia destes meios de comunicação, à época, e a incrível popularidade de seus locutores. O conhecido Paroara, diretor e locutor daquele veículo de comunicação, então com 20 anos, conquistou muitos admiradores. Antônio Anastácio da Silva, seu nome de batismo, nasceu em Baturité, filho de José Anastácio da Silva, um dos 25 mil brasileiros que lutaram, durante sete meses na Itália e de Maria Martins da Silva. A principal voz da radiadora, por ter morado bom tempo no Pará, ficou conhecido como Paroara, denominação que mantém até os dias de hoje, nos seus programas na querida FM Central. Veio para Quixadá junto à toda família, aos 14 anos de idade. Paroara faz questão de citar nomes que os acolheram de forma carinhosa, como o Senhor João Bezerra que foi sempre um bom amigo. Com alguma dificuldade financeira, encontrou naquele homem, um espécie de amigo certo daquelas horas incertas da vida de todos nós. Paroara lembra, emotivo, o Senhor Francisco Enéas de Lima, que ele ainda hoje, guarda no lado esquerdo do peito. Simpático e atencioso com todos, o jovem ao chegar em Quixadá, foi conquistando a amizade e confiança de todos. Precisava trabalhar, para ajudar em casa, é claro! Primeiro trabalho, ajudante de caminhão do Senhor Josino.Em seguida, vieram outros trabalhos em postos de combustíveis, como do senhor Severino Pires. Trabalhou por muito tempo, no "Posto Bandeirantes", aonde fez grandes amizades.A grande paixão de Paroara, era, era não, sempre foi, o Rádio. Ouvia, até altas horas da madrugada, diversas emissoras, citando algumas como"Dragão do Mar", "Ceará Rádio Clube", "Vale do Jaguaribe". Ficava , quase enfeitiçado, ouvindo aquelas vozes e tentava imitá-las. Era o momento da explosão do movimento"Jovem Guarda" e adquiria aquelas revistinhas pra aprender as letras das canções. Chegou um momento em que decidiu"VOU MONTAR MINHA RADIADORA! CUSTE O QUE CUSTAR E IRÁ SE CHAMAR "A VOZ DO NORTE". Decisão tomada, partiu prá luta(quer dizer, prá montagem do equipamento. Comprou parte dele, no velho fiado(lembra com uma boa gargalhada). Contou com a valiosa colaboração do querido amigo, Chiquinho do Rádio e do Valmir. A documentação foi toda preparada pelo Senhor Edwardes Mendes. E assim, a "Voz do Norte" ganhou condições de operar, depois de meses de espera. Fez questão de que tudo funcionasse de uma forma correta. Estava chegando o grande dia da inauguração mas faltava ainda, ir a Fortaleza, vivíamos os tempos da Ditadura Militar e era(como era!) necessária, autorização do "Exército". Mas a autorização foi conseguida, sem problemas, apenas com a recomendação de vez por outra, executar algumas marchas militares. "Coloque lá, na sua radiadora, Avantes Camaradas!" "Não toque lá, seu moço, um tal de Geraldo, viu? "(Referia-se a Geraldo Wandré, aquele do "Prá Não Dizer Que Não Falei das Flores". Paroara, nem ouviu bem a recomendação e partiu pra estação João Felipe e no velho e bom trem(não era o das onze), se mandou para a terra da galinha choca.O estúdio foi montado num ponto comercial do Senhor Chico Padeiro. Com a ajuda de um amigo, levou quase o dia todo, subindo e descendo numa escada. E, finalmente, depois de tanta espera, tanta expectativa, nervosismo até, a "Voz do Norte" começou a sua programação, nos períodos da manhã e da noite. o grande sonho deste jovem intrépido foi realizado. Em pouco tempo, a radiadora começou a fazer parte da vida das pessoas da tenente Cravo e até de outras ruas mais distantes. Naquele tempo, Quixadá apresentava uma configuração urbana muito diferente de hoje. Era o tempo da "Jovem Guarda" e as vozes de Roberto, Jerry, Wanderley, Erasmo, Martinha , invadiam, perfumavam a rua de tanta felicidade.Só não podia tocar, "Quero que vá tudo pro Inferno", atendendo um pedido das senhoras que rezavam o terço. Mas constava da programação também, programas noticiosos e esportivos, além de campanhas beneficentes. A "Voz do Norte" também serviu de escola para futuros profissionais do microfone como Jonas Sousa(destacado radialista), Amadeu Filho, João Camurça(consagrado nome da crônica esportiva), Raimundo Sousa(único radialista quixadaense que entrevistou Pelé, no auge da carreira) e muitos outros.A "Voz do Norte" foi uma bela forma de entretenimento de nossa gente. Naquele momento, era a voz das pessoas, inclusive na solicitação de melhorias para a comunidade. Foi um som ainda hoje presente nos ouvidos de Anastácio e de muitos moradores da Tenente Cravo. Um som inesquecível, que embalou os sonhos de muita gente. Quanta gente não namorou, até casou, ouvindo José Roberto cantando "Não Presto mas te Amo" na programação da "Voz do Norte"? Quem não se lembra dos serviços de Alto-falantes de sua cidade? Hoje é uma saudade! Mas foram importantes( e como foram) no lazer das famílias e até na formação da cidadania. Paroara tem uma história muito bonita! Ama Quixadá! E lembra com saudades daquela cidade de paz e alegria! Por que ainda este cidadão de bem ainda não foi devidamente homenageado?


quarta-feira, 19 de julho de 2017

AS TOPADAS DO MESTRE LARANJEIRAS NA PEDRA DO CRUZEIRO


 <>AS TOPADAS DO MESTRE LARANJEIRAS NA PEDRA DO CRUZEIRO<>Este papo que correu pela cidade de que a pedra do Cruzeiro iria cair me lembrou bastante o mestre Laranjeiras, o maior filósofo popular que a terra dos monólitos conheceu. José Rodrigues da Silva, seu nome de batismo, nos contava que ali pelos anos 30 quando ia para a casa da namorada batia involuntariamente na pedra, naquele tempo, ainda bem pequena, segundo o filósofo popular.


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terça-feira, 27 de junho de 2017

<>A IMAGEM E O FATO-FESTA DE FORMATURA DA FAMÍLIA PIRES


A IMAGEM E O FATO-QUIXADÁ TAMBÉM TEM A SUA CALÇADA DA FAMA

                <>Não é só na cidade de Los Angeles(EUA) no bairro das estrelas e celebridades, Hollyood, ou em outras partes do mundo que encontramos as calçadas da fama, mas também na terra dos monólitos. Só que na nossa, as estrelas são quixadenses ou que aqui moram. Não são celebridades e nem astros da tv ou do cinema, mas pessoas maravilhosas que fazem da amizade o grande motivo de suas vidas. Na verdade, foi uma brincadeira inventada pelo casal radialista Ribamar Lima e Helena com o objetivo maior de sempre estar perto das pessoas que são, acima de tudo, amigos. Temos como integrantes da calçada da fama quixadaense, Junior Capistrano, Dr. Durval, Aglais Borges, João Saraiva, Vanda, Aglaécio, Albuquerque, dentre outros. Esta imagem é de 2016.
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FRANCISCO WILSON DE ALMEIDA, O POPULARÍSSIMO CUÃ FOI UM EXEMPLO DE GARRA, AMOR AO TRABALHO E DEDICAÇÃO A FAMÍLIA E AOS ASMIGOS

Cuá e seu filho Ermilson
                            <>Que maravilha morar numa cidade onde todos se conhecem e parecem pertencer a uma única família. A alegria sempre presente e os amigos  unidos como se estivessem sempre a querer uma paz infinita. As casas das pessoas pareciam não ser tão distanciadas e esta gente passava  a impressão de ser sempre descomplicadas. Nas praças e em outros espaços, as conversas  sempre bem animadas. E a solidariedade era a marca maior desta gente. Os mais moços , certamente, terão alguma dificuldade em entender que estamos sim, falando de nossa bela Quixadá. No entanto, aqueles de mais idade sabem muito bem e têm absoluta certeza de que em anos já vividos nossa amada cidade era a mais perfeita tradução de uma cidade verdadeiramente feliz. Nos espaços da terra dos monólitos de décadas passadas circulavam pessoas com aquele cheiro de bondade e uma alegria sempre contagiante dando um toque de encantamento aqueles tempos mágicos. Chama bastante atenção o fato de que não faz tanto tempo assim em que a dona felicidade fez morada na bela cidade. Para suavizar um pouco a nossa imensa saudade daquele doce Quixadá, vamos focalizar um ser humano maravilhoso cujos traços marcantes foram a alegria de viver e uma vontade sempre presente de ajudar sem querer nada em troca. Pertencente a família pioneira da terra dos monólitos, Os Papaemas, Francisco Wilson de Almeida(nascido em 01.10.1941) conhecido popularmente por Cuã foi um cidadão que a todos conquistou com o seu jeito amável e sempre prestativo. Ele tirou leite de pedra, ralou a vida toda e já aos dez anos ajudava os pais Vicente e Ana Queiroz nas despesas do lar. Quando o senhor Vicente adoeceu foi ele que cuidou da família trabalhando exaustivamente. Devido as necessidades de trabalho e estudo, toda a família saiu de Serrote Vermelho e veio para a cidade. Nos primeiros anos da adolescência era encarregado de levar marmitas de alguns trabalhadores da fábrica do Senhor Aziz e assim tinha garantido algumas economias. Com o pouco que ganhava garantia a merenda das irmãs que estudavam no Grupo José Jucá e outras despesas da casa. No começo dos anos 60, passou a trabalhar na sorveteria do senhor Nivaldo e em pouco tempo se tornou uma referência na produção de picolés. No entanto, teve que abandonar esta atividade que estava lhe causando problemas nas mãos. Consciente de que não dispunha de um estudo que lhe permitisse uma situação melhor no trabalho resolveu encarar a vida através de um esforço enorme tendo inclusive que trabalhar em outras cidades. Trabalhou durante algum tempo na "Esmaltec" em Fortaleza e sempre fazia questão de lembrar que conviveu e até trabalhou em algumas situações ao lado do empresário Edson Queiroz. Poderia ter continuado na empresa, mas a saudade da família e do seu Quixadá querido foi bem mais forte. Sempre muito querido pelo casal Nivaldo e Cleide voltou a trabalhar na sorveteria, pois tinha que continuar cuidando de sua amada família. Passado alguns anos, trabalhou ainda como vendedor de loterias. Uma marca muito forte dele era fazer amizades. Eram muitos os amigos, em especial, o casal Edilberto e Liduina que muito sofreu quando da partida do bom homem. Foi em Baturité nas festividades de Nossa Senhora da Palma que conheceu aquela que se tornaria o seu anjo da guarda, a bondosa Ermita que além de ser uma dedicada esposa, se tornaria uma grande amiga da família e era uma pessoa muito querida por todos. A senhora Neusa,  irmã de Cuã, nos contou que o amor entre eles era tão bonito que quando Ermita foi chamada por Deus nunca mais  ele entrou na casa em que o casal morava. Alugou uma casa mas,  pouco tempo depois, foi morar com o seu filho Ermilson. Se referia a sua querida Ermita como "o porto seguro de minha vida". Como quase todo mundo, teve seus momentos de dores como o enfrentamento ao vício do álcool que segundo depoimento de familiares lhe causou sérios problemas de saúde. Vale destacar o fato de que jamais o vício lhe tornou uma pessoa sem compromisso com a família e o trabalho. Não só as pessoas próximas ao Cuã mas todos que o conheceram sabiam que o motivo maior de sua vida foi , sem dúvida, cuidar da educação de seu filho Ermilson que dizia ser seu  amigo verdadeiro e companheiro, especialmente depois do falecimento da querida Ermita. Afirmava para os amigos mais próximos que ele enfeitava a sua vida. Aumentou seu ritmo de trabalho com o objetivo de pagar o colégio do querido filho que sempre estudou em boas escolas. Mesmo sem ser possuidor de um  nível educacional satisfatório, sabia que a conquista de um diploma por parte do filho era muito mais importante do que fortunas. Ia de um lado a outro da cidade vender bilhetes da loteria e assim ganhar o suado dinheirinho com o objetivo de pagar as despesas escolares do esforçado aluno. Quando Ermilson conquistou a tão sonhada graduação fez questão de abraçar o esforçado pai que emocionado lhe falou "Meu filho, eu vivo por você que é a minha vida!" Quando Cuã foi morar com Ermilson ouviu emocionado que a sua presença foi a melhor coisa que aconteceu com ele, sua esposa e os filhos, pois ele era um guia para toda a família, um exemplo a ser seguido. Hoje, o filho de Cuã é professor em destacados colégios da cidade e sempre lembra que agradece a Deus todos os dias por ter tido a oportunidade de ter um pai tão maravilhoso. Ele sempre estará conosco, todos os dias, foi o melhor pai do mundo, é meu super herói sempre, sempre, nos assegura o jovem professor. Foi uma pessoa pobre que lutou com muitas dificuldades mas nos deixou a herança mais rica que foi o exemplo de caráter, honestidade e uma alegria sempre presente. Francisco Wilson de Almeida, o queridíssimo Cuã, partiu para o convívio das estrelas em 26.01.2007 e por ter sido uma pessoa boa, batalhadora, sempre alegre, pura de coração e de espírito não será esquecido pela família e os amigos. Não temos dúvida de sua entrada no reino celestial sob os acordes do coro angelical, pois enfrentou com altivez os momentos de sofrimento e soube ser grato pelas conquistas que obteve, sempre com muita dignidade. É de suma importância conhecermos trajetórias de vida como a de Cuã, não só por termos uma ideia de como as pessoas conviviam naquele espaço de paz no Quixadá do passado, mas também, e principalmente, pelo fato de nos mostrar que as pessoas simples podem nos transmitir grandes exemplos de dedicação ao trabalho, por terem sido batalhadoras e alcançado grandes conquistas. Cuã tem seu lugar garantido no coração dos filhos da terra dos monólitos.
Família feliz: Ermita, Ermilson e Cuã

Sempre foi uma pessoa muito alegre

Cuã pertenceu aos quadros da "Esmaltec"


O sobrinho Marliano e a irmã neusa não esquecem Cuã

sábado, 3 de junho de 2017

<>MEMÓRIA DO FUTEBOL QUIXADAENSE-TIME DOS CORREIOS FOI O VENCEDOR DO TORNEIO COMEMORATIVO DOS 50 ANOS DO BANCO DO BRASIL

<>1993-Como parte das comemorações pelos 50 anos do Banco do Brasil aconteceu um torneio de futebol de salão com a participação de empresas de destaque da terra dos monólitos. Com uma campanha que foi reconhecida até pelos adversários a equipe dos Correios foi a grande vencedora. Na imagem: Aurísio, Keyla, Antônio, Cícero, Ferreira, Gilberto Dinamite, Haroldo e Gilberto Vidal.
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